Dois homens — Anderson Bolandin, de 36 anos, e Sebastião Dusso Braga, de 64 — morreram baleados na noite deste sábado (24), após uma discussão que teria relação com questões políticas, no pátio do Posto Prata, em Porto Esperidião (a 326 km de Cuiabá). Outras três pessoas também foram atingidas por disparos e socorridas com vida.
De acordo com o registro policial, a Polícia Militar foi chamada por volta das 22h15, via 190, após relatos de uma briga generalizada no posto de combustível. Testemunhas informaram que vários envolvidos estavam armados e faziam disparos.
Ao chegar, a equipe encontrou Anderson caído próximo a uma das bombas de combustível, inconsciente e com forte sangramento após os tiros. A perícia recolheu quatro cápsulas deflagradas e três munições intactas de calibre 9 mm.
Anderson foi atendido por socorristas, porém, devido à gravidade, morreu na ambulância enquanto era levado. Um primo dele também foi baleado no pé direito e passou por atendimento médico.
Na unidade de saúde do município, os policiais verificaram que outros dois envolvidos já haviam dado entrada com ferimentos por arma de fogo antes da chegada da equipe de resgate. Sebastião foi atingido na região abdominal e, pela gravidade, precisou ser transferido às pressas para o Hospital Regional de Cáceres. Ele morreu horas depois.
O filho de Sebastião, de 26 anos, também foi baleado. O projétil atingiu o braço direito, atravessou o membro e ficou alojado na região torácica.
Em depoimento à polícia, o jovem relatou que o confronto começou com um desentendimento verbal e evoluiu para agressões físicas. Segundo sua versão, um dos envolvidos atirou contra seu pai; ao vê-lo ferido, ele teria pegado uma arma de fogo e revidado, disparando primeiro contra o agressor e, depois, contra Anderson Bolandin.
Conforme o registro policial, os envolvidos têm entre 19 e 64 anos. Alguns dos suspeitos possuem antecedentes por porte ilegal de arma de fogo, furto qualificado, tráfico de drogas, receptação e descaminho.
O caso foi registrado como homicídio doloso, lesão corporal grave e vias de fato. A Polícia Civil investiga a ocorrência para apurar a motivação do confronto e definir a responsabilidade de cada envolvido no tiroteio.
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