Portanto, o secretário de Governo de Cuiabá, Ananias Filho (PL), acredita que a poeira vai baixar. A expectativa é que Abilio Brunini (PL) retome a boa relação com a Câmara, reunindo uma base sólida no Legislativo. O otimismo vem acompanhado de um diagnóstico: mudanças no espaço político local exigem paciência, diálogo e estratégias claras para manter a governabilidade, mesmo diante de críticas e pressões crescentes.
Além disso, o prefeito tem enfrentado desgaste na base governista e já sofreu derrotas, como a reprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A decisão recente sinaliza que a atuação municipal precisa alinhar prioridades com o Legislativo e com a população, além de exigir articulação constante para evitar novas derrotas em votações-chave.
A eleição da Mesa Diretora também é pano de fundo dos atritos entre Executivo e Legislativo. Os atores avaliam cenários, alinham apoios e testam compromissos, tudo para consolidar uma agenda que sustente o projeto de governo sem abrir espaço para rupturas institucionais que prejudiquem a gestão.
poeira vai baixar
Para a composição da nova Mesa, Paula Calil (PL) ainda é cotada; se não houver acordo, caberá aos vereadores definirem internamente quem será o indicado. Além dela, Ilde Taques (Podemos) também se articula para comandar o Legislativo, porém não conta com o apoio de Abilio, o que pode exigir concessões ou rearranjos de conversas entre blocos aliados.
- Relação entre Executivo e Legislativo é foco da disputa pela Mesa Diretora.
- Paula Calil é cotada; Ilde Taques também tenta influenciar, sem apoio de Abilio.
- A ADI pode alterar o quórum de votação na Câmara.
- A eleição da Mesa está prevista para 6 de outubro.
Em setembro, o Tribunal de Justiça deve julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada pelo prefeito, que questiona o quórum de dois terços na Câmara. Uma decisão favorável pode beneficiar Paula Calil, enquanto uma posição contrária pode exigir novas composições e acordos para manter a governabilidade.
Por enquanto, o imbróglio persiste, e a eleição da Mesa deve ocorrer no dia 6 de outubro, com consenso já demonstrado entre os vereadores, ainda que com ressalvas. A conjuntura permanece em equilíbrio, e as decisões na semana que vem podem redefinir alianças e prazos para votações estruturais.
Entre os desdobramentos, Abilio afastou seis parlamentares de um grupo de WhatsApp utilizado para a comunicação com a base aliada, após críticas feitas pelos parlamentares. Além disso, a votação da LDO segue como ponto de divergência; o prefeito informou que encaminhará uma nova proposta apenas na segunda quinzena de outubro ou em novembro, após as eleições.
Apesar disso, o prefeito mantém a posição de encaminhar a LOA dentro dos prazos legais. Em resposta, Ananias defende Abilio, lembrando que a LDO foi reprovada e que a matéria deve ser apreciada de forma tranquila pelo Parlamento, com espaço para ajustes que entrem no radar da base governista.
Mais detalhes podem ser acompanhados no Portal 163.
Portanto, a expectativa de que poeira vai baixar permanece.










