O presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Martins Filho, afirmou que não irá obrigar os prefeitos da sigla a declararem apoio à candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado. No entanto, avisou que a legenda não aceitará que gestores eleitos pelo partido façam campanha para adversários. Além disso, destacou que o cenário envolve o tema do fundo eleitoral, que pode orientar decisões entre aliados.
Fundo eleitoral e alianças
- O PL não forçará adesão à candidatura de Wellington Fagundes;
- prefeitos neutros não sofrerão sanções;
- quem desertar deverá devolver o fundo eleitoral.
Além disso, segundo Ananias, os prefeitos que optarem por não apoiar Wellington e permanecerem neutros não sofrerão sanções. “Eu não irei obrigar ninguém a apoiar nossos candidatos, mas também não irei aceitar quem está com o mandato ficar falando que vai apoiar candidatos de fora”, afirmou.
Ele informou ainda que os chamados desertores receberam benesses com o partido e deveriam devolvê-las caso optem por não seguir a orientação. “Se tiver dignidade mesmo, quem quiser apoiar, a primeira coisa que ele tinha que fazer era devolver o fundo eleitoral, do qual eles fizeram benefício. Agora, ficarem calados, sem tomar posicionamento, nós vamos aceitar perfeitamente”, frisou.
Ananias ressaltou que permanecer no PL e atuar politicamente a favor de adversários durante a campanha é incompatível. “Nós não vamos aceitar de forma alguma que, estando dentro desse arco de aliança aqui, os mandatários possam estar fazendo campanha para outro candidato que não seja desse arco de aliança. Se fizer, pode fazer, mas tenha dignidade de passar lá no PL e pedir sua carta de desfiliação”, assinalou.
O também secretário de Governo de Cuiabá acredita que não será necessário expulsar os gestores que apoiarem outra candidatura; ele acredita que os prefeitos deixarão a sigla voluntariamente. “Vou expulsar, não. Eu tenho certeza que quem for homem de verdade, tiver caráter e quiser fazer campanha para outro, vai lá e pede a sua desfiliação”, colocou.
As declarações ocorrem em meio às articulações para a eleição de 2026, período em que Wellington Fagundes busca consolidar sua candidatura ao Palácio Paiaguás e o PL trabalha para manter a unidade da legenda. Nos bastidores, parte dos prefeitos do partido mantém diálogo com grupos políticos adversários, o que tem gerado preocupação na direção da sigla. Portanto, a direção precisa acompanhar de perto esses movimentos.
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