Depois de meses de debate sobre a vaga de vice na chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição, o resultado ficou definido: Fábio Garcia (União Brasil) foi confirmado para a vaga, pois não houve um nome feminino à altura para compor a equipe.
Em Cuiabá, na convenção do Podemos, o líder da articulação, o deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (Republicanos), afirmou que o grupo não encontrou “um nome feminino à altura” para compor a chapa. Além disso, várias articulações regionais reforçaram a necessidade de representatividade, mas, no fim, os cálculos políticos indicaram que Fábio Garcia era a opção que unia viabilidade eleitoral e experiência administrativa.
nome feminino à altura
Além disso, não havia, portanto, um nome feminino à altura para apresentar. A avaliação considerou densidade eleitoral, capacidade de mobilização e a ligação com os demais partidos da base, sobretudo em cenários de oposição e de alianças estratégicas.
“Você deseja uma mulher, mas não é somente pegar uma mulher. Cadê a densidade [eleitoral]? Cadê a ligação com o partido político para apresentar? Infelizmente, nós não tínhamos um nome preparado à altura para ser apresentado nesse momento”, afirmou.
Desde o início das articulações, interlocutores e o próprio Pivetta defendiam publicamente que a vaga de vice seria ocupada por uma mulher, como forma de ampliar a representatividade feminina na chapa. No fim das negociações, porém, a escolha recaiu sobre Fábio Garcia, que já ocupou cargos importantes e tem histórico de desempenho em eleições anteriores.
Nininho revelou que participou diretamente da mudança de rumo. Segundo ele, foi encarregado de entregar a Pivetta um documento assinado por mais de 120 prefeitos pedindo que Fábio fosse escolhido para a vice, mesmo após o nome do ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo já ter sido anunciado nos bastidores.
“Eu disse ao governador que, com todo respeito ao Rogério Gallo, nós estávamos tratando de uma eleição e precisávamos de alguém com mais intensidade eleitoral. O Fábio tem capital político, foi deputado federal, chefe da Casa Civil e tinha o apoio de mais de 120 prefeitos.”
De acordo com o deputado, Pivetta recuou da decisão anterior e atendeu ao pedido do grupo, o que não altera o equilíbrio entre experiência e representatividade que a base pretendia manter.
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