O desembargador Agamenon Alcântara Moreno Júnior, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou o pedido de soltura de Gabriel Dombski Welter, de 21 anos. Ele permanece preso preventivamente desde 12 de julho de 2026, após o acidente em Sorriso que tirou a vida da criança G.G.S.F., de apenas 4 anos. Além disso, segundo a defesa, o laudo pericial apontou etanol não detectado no sangue do motorista.
etanol não detectado
Portanto, o relator afirmou que o laudo isolado não autoriza libertação imediata. etanol não detectado no sangue, porém, não é por si só suficiente para afastar a conclusão de dolo eventual. A avaliação sobre dolo eventual exige análise mais ampla do conjunto de provas, e ficará para o julgamento de mérito do habeas corpus. A possibilidade de dolo não se resolve na fase de reconsideração.
A CNH de Gabriel estava suspensa na época, conforme autos, resultado de infração anterior relacionada à embriaguez ao volante. Nesse ponto, o TJMT entendeu que há descumprimento de decisão anterior, mantendo o risco à ordem pública, um dos requisitos da prisão preventiva.
A investigação da Polícia Civil aponta ainda que, no dia do acidente, Gabriel se recusou a fazer o bafômetro no local. Segundo os autos, ele teria admitido à polícia ter bebido antes de dirigir em alta velocidade. A vítima era uma criança de 4 anos, que morreu após ser socorrida.
O acidente ocorreu na madrugada de 12 de julho, em Sorriso, quando Gabriel bateu a Land Rover na traseira do carro em que estavam a família, incluindo a criança de 4 anos. Gabriel permaneceu no local e socorreu a vítima; a prisão em flagrante foi homologada e convertida em preventiva. Leia também: O caso.
- Gabriel Dombski Welter permanece preso preventivamente.
- CNH suspensa à época, por infração anterior.
- Laudo aponta etanol não detectado, segundo a defesa.










