Portanto, a colheita do algodão Mato Grosso segue em ritmo mais lento do que o registrado nos últimos anos. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até o dia 24 de julho apenas 13,11% da área cultivada na safra 2025/26 havia sido colhida. Esse atraso já impacta o ritmo das operações. Para entender o cenário mercadológico, leia a Queda no preço do algodão em MT impacta produtores.
colheita do algodão Mato Grosso
Apesar do avanço de 4,75 pontos percentuais na última semana, o índice permanece 7,86 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos. As chuvas registradas em meados de junho atrasaram o início da colheita em diversas regiões do estado. Ainda assim, as precipitações não provocaram perdas expressivas na produtividade das lavouras, mas aumentaram a preocupação dos produtores com a qualidade da fibra. A evolução da colheita do algodão Mato Grosso depende do clima.
As regiões Nordeste e Sudeste do estado são as mais adiantadas na retirada da pluma, com 46,80% e 22,12% das áreas colhidas, respectivamente.
Nordeste: 46,80% das áreas já colhidas
Sudeste: 22,12% das áreas já colhidas
A pluma é a fibra do algodão que, após o beneficiamento, é utilizada pela indústria têxtil para a fabricação de fios e tecidos.
Para a continuidade da colheita, a expectativa é de aceleração nas próximas semanas. Em especial porque a maior parte da produção mato-grossense é formada pelo algodão de segunda safra, cultivado após a colheita da soja, que representa mais de 85% da área plantada no estado. Com o avanço das máquinas no campo e a manutenção do tempo seco, a tendência é que o ritmo dos trabalhos aumente de forma significativa nos próximos dias.









