Além disso, a Justiça de Várzea Grande vai julgar a indenização de R$ 98.700,33 feita por Hya Girotto Santos, a única sobrevivente do atropelamento ocorrido em frente à boate Valley Pub, em dezembro de 2018, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. A audiência está marcada para 1º de outubro de 2026.
indenização de R$ 98.700,33
No acidente, um Renault Oroch conduzido pela bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro atropelou três pedestres. Myllena de Lacerda Inocêncio e Ramon Alcides Viveiros morreram; Hya sobreviveu, mas ficou com lesões graves nos membros superiores e sequelas permanentes.
Hya processa Rafaela, o pai dela M.R.C.R., proprietário do carro, e a Tokio Marine Seguradora. Ela cobra danos materiais com despesas médicas, cirurgias reparadoras, fisioterapia e psicoterapia, além de danos morais e estéticos.
No âmbito criminal, a bióloga foi condenada pelo Tribunal do Júri a 6 anos de reclusão em regime semiaberto.
Leia também: a defesa de Rafaela e do pai alega culpa exclusiva das vítimas, afirmando que a condutora estava dentro do limite de velocidade, que o exame não apontou embriaguez e que o acidente ocorreu por travessia irregular dos pedestres e pela interferência do serviço de “Valet Service” da Valley Pub.
A Tokio Marine também foi denunciada no processo. A seguradora tenta excluir a cobertura alegando embriaguez da condutora, o que configuraria agravamento do risco. O juiz André Maurício Lopes Prioli rejeitou a tese e manteve a seguradora no processo.
No texto, o magistrado listou o que será analisado na instrução: se Rafaela dirigia embriagada, se excedeu a velocidade, se tinha como ver os pedestres e frear, e se houve culpa exclusiva, culpa concorrente das vítimas ou fato de terceiro.
Entre os fatos já reconhecidos, ficou a ocorrência do acidente no dia 23 de dezembro de 2018, o carro do pai da bióloga, que atingiu Hya e a fez ficar internada, e a vigência da apólice da Tokio Marine com valores para danos materiais e danos corporais.
- Data do atropelamento: 23 de dezembro de 2018
- Veículo: Renault Oroch, de Rafaela Ribeiro
- Vítimas: Myllena Inocêncio (falecida) e Ramon Viveiros (falecido), além de Hya
- Decisão criminal: condenação a 6 anos de reclusão
O juiz deferiu o uso de prova emprestada da ação penal contra Rafaela, da ação da família de Ramon e do DPVAT de Hya. Negou novas perícias de engenharia e médicas por entender que já existem laudos suficientes.
Rafaela foi condenada na esfera criminal pelo acidente e agora o caso vai ser analisado na área cível. Portante, o processo civil tramita para discutir a indenização de R$ 98.700,33 com base nos elementos já reunidos.
Para contexto adicional, acesse o Portal 163: Portal 163.
Assim, a indenização de R$ 98.700,33 deverá ser avaliada pela vara cível, levando em conta as circunstâncias do acidente e as provas apresentadas até o momento.










