Um casal de Cuiabá foi alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (24), suspeito de aplicar golpes contra consumidores por meio da venda de contratos de consórcio inexistentes. Segundo as investigações, eles divulgavam consórcios contemplados como benefício, recebiam pagamentos adiantados e não entregavam o prometido. Além disso, a prática era apresentada de forma a parecer legítima, o que elevou o grau de desconfiança entre as vítimas.
consórcios contemplados
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) conduz a operação, cumpre quatro mandados judiciais e investiga um esquema de comercialização fraudulenta de cartas de crédito, que teria causado prejuízos a diversas vítimas. Portanto, as evidências apontam que as ofertas eram usadas para captar pagamentos adiantados, sem qualquer possibilidade real de liberação de crédito, o que caracteriza crime e ilicitude.
Os investigados, de 35 e 33 anos, utilizavam as redes sociais para oferecer contratos de consórcio supostamente contemplados, garantindo que o crédito seria liberado poucos dias após o pagamento de uma entrada. No entanto, após receberem os valores, as promessas não eram cumpridas; em vários casos, as vítimas sequer tinham contrato de consórcio efetivamente firmado com a administradora, o que evidencia que as ofertas de consórcios contemplados não correspondiam à realidade. Assim, as circularizações de pagamento tinham como objetivo apenas reforçar a credibilidade diante de quem estava adquirindo o serviço.
Durante o cumprimento dos mandados, policiais realizaram buscas na residência do casal e apreenderam materiais que podem auxiliar na continuidade das investigações. Além disso, a Justiça determinou medidas cautelares, entre elas a proibição de exercer atividades ligadas à commercialização de consórcios, a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e o uso de tornozeleira eletrônica por um dos investigados. Essas medidas demonstram a gravidade da operação e a necessidade de coibir novas atividades fraudulentas.
- Proibição de atividades ligadas à comercialização de consórcios;
- Proibição de deixar a comarca sem autorização judicial;
- Uso de tornozeleira eletrônica por um dos investigados.
As investigações seguem para identificar outras possíveis vítimas e eventuais envolvidos no esquema. Assim, em caso de condenação, o casal poderá responder por estelionato qualificado pelo uso de meio eletrônico, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa.
Consumidores que acreditam ter sido vítimas de golpes semelhantes podem registrar ocorrência na Decon e apresentar a documentação. Leia mais no portal institucional: Portal 163.










