O ex-governador Mauro Mendes (União) criticou o nível dos debates na pré-campanha deste ano e afirmou que a polarização entre direita e esquerda tem “empobrecido” as discussões sobre os principais problemas do país. Além disso, pré-candidato ao Senado, Mendes defende propostas concretas e o debate de temas estruturantes, como a reforma do sistema penal, e destacou a necessidade de discutir a prisão perpétua.
Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, o ex-governador afirmou que se considera um “político de resultados” e disse que o eleitor deve avaliar a capacidade de gestão dos candidatos, independentemente do posicionamento ideológico. Portanto, é fundamental olhar para resultados.
prisão perpétua em debate
“Existe gente na direita muito boa e muito ruim, assim como existe na esquerda. A virtude do ser humano não está apenas em ser de direita ou de esquerda. Está em dar resultado”, afirmou.
Além disso, Mendes disse que, caso seja eleito senador, pretende concentrar sua atuação na modernização da legislação penal brasileira. Segundo ele, o Código Penal está defasado por ter sido elaborado em 1940 e não contempla a realidade da criminalidade atual. “É um absurdo. Esse Código Penal, quando foi feito, crimes que tem aos montes hoje não existiam”, declarou.
Entre as propostas defendidas está a convocação de uma nova Assembleia Constituinte para promover mudanças na Constituição. prisão perpétua é a ideia central da sua pauta, chegando a propor endurecimento das penas para crimes graves; ele afirma que, para isso, será necessário uma nova Constituinte, uma vez que a Constituição atual proíbe essa medida.
“Precisamos convocar uma nova Constituinte. Eu sou a favor da prisão perpétua, só que a Constituição proíbe isso. Então vou pedir uma nova Constituinte”, assegurou.
Mauro disse ser favorável à prisão perpétua para reincidentes em crimes como homicídio e estupro e argumentou que o Congresso precisa discutir mudanças profundas na legislação penal. “Como governador, sempre critiquei a lei. Veja só, esses dias o cidadão matou a mulher, espancou um amigo e três dias depois estava solto, porque a lei assim permitia”.
Ao falar sobre uma eventual atuação no Senado, o ex-governador comparou a eleição a um processo de contratação pelo eleitorado. “Se eu for ‘contratado’ para ser senador, digo contratado porque passarei pelo concurso do voto para prestar serviço para a população. E, se for contratado, pode ter certeza de que vou dar resultado. Se tiver essa oportunidade de ser senador por Mato Grosso, é trabalhar, trabalhar muito, para que leis frouxas não continuem existindo”, afirmou. Para informações, leia os links abaixo. Ainda, a temática da criminalidade envolve questões sensíveis como feminicídio e violência — temas recentes ganharam destaque em reportagens como Feminicídio em São Paulo: Coronel é acusado de feminicídio após mensagens que revelam comportamento tóxico e Mulher trans é torturada e marcada com suástica em Ponta Porã.









