Portanto, as exportações de carne bovina em Mato Grosso atingiram, em maio de 2026, o maior volume mensal da série histórica, conforme dados da Secex compilados pelo Imea.
Além disso, foram embarcadas 87,1 mil toneladas equivalentes de TEC, o que indica alta eficiência de logística, refletindo acordos estáveis com frigoríficos internacionais e a consolidação de cadeias de suprimento.
Além disso, o volume ficou 3,55% acima de abril e 32,27% maior que maio de 2025, sinalizando continuidade do ciclo de crescimento, com foco em mercados tradicionais e novos destinos.
Portanto, a receita somou US$ 440,72 milhões, avanço de 7,83% no comparativo mensal e de 64,53% frente ao mesmo mês do ano passado, contribuindo para o desempenho agregado do setor no estado.
exportações de carne bovina ganham fôlego em Mato Grosso
O impulso decorre principalmente da forte demanda da China, responsável por 60,43% das compras de carne bovina mato-grossense em maio.
A valorização do produto no mercado internacional contribuiu para o preço médio, em US$ 5.060,12 por TEC, resultado de pregões mais firmes, câmbio estável e melhorias na qualidade da carne.
Confira: Maio registra recorde para o setor.
Por outro lado, o Imea aponta um ponto de atenção para o segundo semestre: a cota da salvaguarda chinesa, mecanismo que limita parte das importações com tarifa reduzida, já está praticamente preenchida, o que gera incerteza sobre prazos de aprovação e custos logísticos.
Se o limite for atingido, os custos para vender ao mercado chinês podem aumentar, reduzindo a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses, o que pode exigir estratégias de preço, promoções e diversificação de mercados.
Assim, as exportações de carne bovina podem ficar sob pressão nos próximos meses, a menos que haja novos ares de demanda externa, ajustes cambiais favorecedores ou acordos comerciais que ampliem o acesso ao mercado.
Para contexto adicional, consulte Mato Grosso e Indonésia: oportunidades no agronegócio.










