Em uma coletiva na Câmara Municipal, o vereador Rafael Ranalli (PL) negou que o seu projeto para viabilizar o retorno de moradores de ruas às cidades de origem tenha como objetivo “limpar” a cidade. Por exemplo, o parlamentar voltou a defender a criação do programa “De Volta pra Minha Terra”, que busca reinserir as pessoas em situação de vulnerabilidade aos municípios onde têm vínculos familiares.
No entanto, o vereador também argumentou que muitos em situação de vulnerabilidade não são naturais da capital e teriam melhores condições de reinserção social em suas cidades de origem.
Além disso, Ranalli explicou que o objetivo é transformar em política pública permanente uma ação que já ocorre de forma pontual na assistência social.
Reinserção social: um direito a ser respeitado
Para o vereador, o projeto é um incentivo para que as pessoas sejam reinseridas em suas cidades de origem, em vez de serem “limpadas” da cidade.
“Se me posicionei assim, eu me equivoquei. Não é compulsório de maneira alguma. A gente vai incentivar quem está no centro ou nas ruas de Cuiabá, se quiser ir embora, que a Prefeitura faça esse custeio e dê um suporte”, explicou Ranalli.
O programa “De Volta pra Minha Terra” prevê apoio da Prefeitura para emissão de documentos, organização de pertences, articulação com a assistência social e custeio do transporte até o destino de origem do morador de rua ou em cidades em que a pessoa e situação de vulnerabilidade tenha familiares.
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Além disso, o vereador também comentou sobre a sensação de medo no centro pela presença de moradores de rua e que já propôs a implantação da guarda municipal na Capital.
“Muitas pessoas evitam vir ao centro de Cuiabá por conta do medo. Esses dias vi um digital influencer às 22h, uma senhora tendo que ir embora sozinha. Outro ponto que a gente bate: a briga que eu tenho para a instalação da guarda municipal”, verbalizou Ranalli.










