“Missionários” de facção que exibiam armas, drogas e dinheiro nas redes sociais são presos

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Dois integrantes de uma facção criminosa investigados por tráfico de drogas e por usar as redes sociais para exaltar o grupo criminoso foram alvo da Operação “Locus Defecit”, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (12).

As investigações da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres (220 km de Cuiabá) apontaram que os suspeitos atuavam como “missionários” da facção, publicando fotos e vídeos com armas de fogo, drogas e grandes quantias em dinheiro, além de mensagens de afronta a integrantes de um grupo rival.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Cáceres.

As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá. Um dos investigados foi preso em um bar onde morava. O outro já estava detido na Penitenciária Central do Estado (PCE) por tráfico de drogas e teve o mandado cumprido dentro da unidade prisional.

A ação contou com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI) e da Equipe Alfa da PCE.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam os perfis nas redes sociais para promover a facção criminosa e demonstrar poderio bélico e financeiro, em meio à disputa com uma organização rival na região de Cáceres.

O delegado Fabrício Alencar afirmou que os mandados de busca tiveram o objetivo de recolher materiais que possam fortalecer as investigações e comprovar a atuação dos envolvidos no grupo criminoso.

O nome da operação, “Locus Defecit”, significa “localização falhou” e faz referência às postagens feitas pelos investigados insinuando que não seriam encontrados pelas forças de segurança.

A operação integra a Operação Pharus, iniciativa da Polícia Civil dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.

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