Polícia Militar: Servidor é morto em Cuiabá após manter refém
Uma tragédia ocorreu na noite de segunda-feira (11) em Cuiabá, quando um servidor do Liceu Cuiabano, Valdivino Almeida Fidelis, foi morto durante uma intervenção policial após manter a própria enteada refém. De acordo com o comandante do Batalhão Raio da Polícia Militar, tenente-coronel Mateus Cacciolari, o servidor pode ter provocado propositalmente a reação policial.
Segundo Cacciolari, Valdivino não teria obedecido às ordens para soltar a arma e não se colocou à disposição para liberar a refém, que foi trancada e mantida contra a vontade dela no endereço. Além disso, o comandante afirmou que vizinhos perceberam atitudes incomuns de Valdivino horas antes da ocorrência, incluindo o fato de ele ter reunido galhos e ateado fogo em frente à própria casa, um comportamento que nunca havia sido registrado anteriormente.
No entanto, o que é importante notar é que a Polícia Militar não busca o confronto, como afirma o tenente-coronel Cacciolari, mas sim salvar vidas e prevenir crimes. Em conclusão, a atuação policial foi feita dentro do protocolo operacional da corporação, e as equipes tentaram evitar o confronto.
A Reação Policial: um Caso de Suicídio Assistido?
Segundo Cacciolari, há indícios de que Valdivino buscava provocar uma intervenção letal por parte da polícia. “A pessoa que busca esse tipo de intervenção policial, por vezes ela já tem o intento suicida e ela cria ações até mesmo de apontar a arma ou efetuar disparos contra os policiais para que os policiais façam esse serviço que ele não tem coragem”, disse o comandante.
Além disso, o tenente-coronel também comentou sobre a reação de familiares que demonstraram insatisfação com a atuação policial após a morte do servidor. “O que a Polícia Militar tem para falar para a família é que ela está à disposição para acolher a família, para poder prestar qualquer esclarecimento, inclusive encaminhar para os órgãos de saúde, fazer esse encaminhamento, porque a gente sabe que é um momento doloroso para a família”, concluiu.
Veja vídeo: “Os vizinhos notaram algo anormal na data de hoje. Diz que ele havia reunido uma grande quantidade de galhos e ateado fogo na frente da casa. A gente não sabe o porquê, mas já demonstra que não estava numa condição normal. Diz que não era o corriqueiro dele, nunca tinha feito isso”, afirmou.
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