Cuiabá completa 307 anos e segue uma tradição política curiosa: raramente o candidato a prefeito que tem apoio do governador do Estado sai vitorioso.
Historiador e analista político, Vinícius de Carvalho, recordou que nas primeiras eleições diretas da capital, entre as décadas de 1950 e 1960, começaram essa tradição. Dos três primeiros prefeitos eleitos diretamente, apenas um contava com apoio do governador.
Ao longo dos anos, essa “regra” se repetiu em várias eleições, com prefeitos eleitos sendo opositores ao governador do Estado. Na década de 1980 e 1990, era a divisão entre a família Campos e o ligado a Dante de Oliveira. “De 2004 para cá, isso mudou. Esses grupos se desestruturaram em nível estadual e também aqui em Cuiabá”, destacou Vinícius Carvalho.
Um modelo de política que se repete
Essa tradição política pode ser explicada pela ascensão de governadores com base no interior do Estado e os investimentos em infraestrutura no interior, que favorecem candidatos carismáticos e populistas. “A cidade com muitos problemas e pouco dinheiro acaba favorecendo esses políticos com perfil carismático, muito ligados à mídia”, destacou Vinícius Carvalho.
Além disso, a onda das redes sociais e da internet também influenciou a escolha dos prefeitos, com candidatos que têm um perfil carismático e são habilidosos em redes sociais tendo mais chances de serem eleitos.
Essa tradição política é um tema importante para ser debatido e entendido, especialmente em uma cidade como Cuiabá, que está em um processo de crescimento e desenvolvimento. “Essa é uma marca importante, uma regra né informal da política de Mato Grosso”, resumiu Vinícius Carvalho.
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Além disso, é importante lembrar que essa tradição política não é exclusiva de Cuiabá e pode ser observada em outras cidades do Brasil. “Essa é uma tendência que a cidade vai eleger o prefeito com esse perfil”, observou Vinícius Carvalho.
Portanto, é importante entender as causas e consequências dessa tradição política e como ela afeta a cidade e seus habitantes. “A ditadura fez essa mudança para garantir exatamente que os governadores tivessem controle sobre as capitais. Era parte do modelo político da ditadura”, explicou o analista político.
No entanto, é importante lembrar que a política é um processo dinâmico e que as coisas podem mudar. “De 2004 para cá, isso mudou. Esses grupos se desestruturaram em nível estadual e também aqui em Cuiabá”, destacou Vinícius Carvalho.
Além disso, é importante lembrar que a escolha do prefeito é um processo democrático e que os cidadãos têm a oportunidade de escolher quem será o próximo prefeito da cidade. “Essa é uma marca importante, uma regra né informal da política de Mato Grosso”, resumiu Vinícius Carvalho.
Para finalizar, é importante lembrar que essa tradição política é um tema importante para ser debatido e entendido, especialmente em uma cidade como Cuiabá, que está em um processo de crescimento e desenvolvimento.
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Autor: Vinícius Carvalho, Historiador e analista político.
Fonte: Portal 163.









