A Páscoa em Contas: Fé Representada em Caixa

A Fé que não é Ensainada
Pessoas presentes, mas sem vida. A Fé Cristã em risco de se perder.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Religião em Caixa, Fé Representada

Na Páscoa, as ruas estão cheias de uma nova espécie de sacramento: o sacramento do envelope, onde a fé é reduzida a um costume social.

Uma maneira rápida de acalmar a consciência, sem a necessidade de missa ou conversão.

A Páscoa, que deveria ser um momento de reflexão espiritual, transformou-se em uma ronda de cobrança.

A Religião em Caixa

Um gesto rápido, um sorriso cordial, um saco discreto, e a consciência fica lavada.

A religião em caixa, onde a fé é reduzida a um costume social.

Uma espécie de indulgência moderna, que permite pagar simbolicamente e manter tudo igual.

Por exemplo, em muitas paróquias, a Páscoa é o momento de “acertar contas” com Deus.

A presença de Cristo converte-se em uma espécie de fatura simbólica.

Entretanto, é curioso que em algumas casas, o Evangelho passe apenas uma vez por ano, e mesmo assim com hora marcada.

Além disso, é a religião em versão sazonal, como as decorações de Natal, mas com menos exigência e mais tradição.

Isso nos faz questionar se a fé vivida ou apenas representada.

Em conclusão, é importante lembrar que a religião não é uma caixa para pagar contas, mas uma vida para ser vivida.

Por exemplo, em um artigo anterior, publicado no Portal 163, destacamos a importância de não reduzir a fé a um costume social.

Leia aqui: Religião em caixa: não é fé vivida.

Portanto, é hora de nos questionarmos sobre a verdadeira natureza da nossa fé.

Em vez de pagar simbolicamente, devemos buscar uma relação mais profunda com Deus.

No entanto, é importante lembrar que a fé não é um negócio, mas uma vida para ser vivida.

Compartilhe :

Veja mais