A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (26.3), Mariane Mara da Silva, esposa de Marcos Pereira Soares, acusado de estuprar e matar a própria irmã em Cuiabá, no dia 11 de março. A vítima, Estéfane Pereira Soares, de apenas 17 anos, estava desaparecida desde a noite de terça-feira (10) e foi encontrada morta em um córrego, em uma área de mata na região do bairro Três Barras.
O mandado foi cumprido pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça.
Em continuidade às investigações para esclarecer o feminicídio, a DHPP obteve informações indicando a participação de Mariane, com fortes indícios de que ela concorreu para a morte da cunhada.
Diante das evidências, a DHPP de Cuiabá representou pela prisão temporária da companheira do autor do feminicídio, já preso em flagrante, a qual foi expedida pela 14ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar em dois endereços da mulher, para a coleta de vestígios necessários à investigação.
Conforme o delegado titular da DHPP, Caio Albuquerque, Mariane, a princípio, negou os fatos. “Por outro lado, há indícios de que ela concorreu para a morte da cunhada”, disse o delegado.
Após o cumprimento das ordens judiciais, a mulher foi conduzida até a DHPP e, em seguida, apresentada para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.
As investigações seguem sob a presidência da delegada da DHPP, Jéssica Martins, para a finalização do inquérito policial instaurado e o indiciamento dos envolvidos.
Depoimento
Como o Mídia Jur havia divulgado, no dia do crime, Mariane Mara da Silva foi ouvida na DHPP. No depoimento, foi ela quem revelou que Marcos havia sido solto da Penitenciária Central do Estado (PCE) por um erro da Justiça. Apenas três dias após deixar a prisão, matou a própria irmã.
No depoimento, Mariane contou ainda que, após deixar a prisão, Marcos passou a morar novamente com ela. O casal chegou a iniciar uma mudança de residência por medo de que ele voltasse a ser preso. “Ele falou que não queria voltar para a cadeia. Disse que não ia ficar lá e que, se eu quisesse ir com ele, eu iria”, disse.
A mulher também confirmou que Marcos havia ficado cinco anos preso por um homicídio ocorrido em 2020, quando ele matou um homem próximo à casa onde morava, Severino Messias Santos, de 56 anos, após invadir a residência dele e roubá-lo junto de outros criminosos.
Por este crime, Marcos foi condenado a 19 anos de prisão, mas estava trabalhando fora do presídio em atividades extramuros, quando foi solto pelo erro judicial.











