Em uma decisão recente, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, reafirmou a necessidade de uso de tornozeleira eletrônica para o médico e empresário Rodrigo da Cunha Barbosa, filho do ex-governador Silval Barbosa, contra condenações que somam 9 anos, 4 meses e 27 dias.
Na análise do recurso, a magistrada soma todas as penas, rechaçando o cálculo dos advogados do filho do ex-governador, mantendo os mais de 9 anos de condenação.
Corrupção na gestão do ex-governador Silval Barbosa
As três condenações são referentes a crimes de corrupção cometidos na gestão de Silval Barbosa no Governo do Estado. Uma delas soma 5 anos e 6 meses; outra 2 anos, 6 meses e 7 dias; e a última 1 ano, 4 meses e 20 dias.
Portanto, a magistrada determina que o médico seja submetido ao uso da tornozeleira eletrônica pelos próximos 315 dias, com restrições de horário, entre às 22h e 6h do dia seguinte.
Em conclusão, a decisão reforça a importância da aplicação da lei e da justiça no caso de corrupção, mostrando a determinação da magistrada em garantir a punição dos envolvidos.
- Em 2016, Rodrigo Barbosa foi preso acusado de envolvimento em esquemas de corrupção na gestão do pai, o ex-governador Silval Barbosa.
- Investigações revelaram envolvimento de Rodrigo na cobrança de propina a outros empresários que tinham contratos com o Governo.
- Em 2017, o médico firmou acordo de colaboração premiada com a PGR e confessou ter participado de fraudes, dando detalhes de alguns esquemas que participou.
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