Uma pesquisa recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que 13,1% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil em 2024 foram assassinadas apesar de terem uma Medida Protetiva de Urgência (MPU) em vigor.
Conforme a pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil, foram registrados 1.127 feminicídios em 16 unidades da federação, sendo 148 das vítimas que tinham proteção judicial vigente no momento do crime.
Por exemplo, em estados como Acre (25%), Mato Grosso (22,2%) e São Paulo (21,7%), a proporção de vítimas com proteção judicial é significativamente maior do que a média nacional.
Além disso, a pesquisa destacou que a dificuldade técnica das polícias em extrair essa informação de forma automatizada e a ausência de um banco de dados padronizado para todo o país dificultam a coleta de dados precisos.
No entanto, é importante notar que alguns estados têm avançado nessa questão, como a Bahia, que desenvolveu um sistema de coleta de dados mais eficaz.
Em conclusão, a pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública chama a atenção para a necessidade de melhorar a coleta de dados e a implementação de medidas protetivas eficazes para prevenir feminicídios no Brasil.
Portanto, é fundamental que as autoridades públicas e as organizações civis trabalhem juntas para desenvolver soluções mais eficazes para proteger as vítimas de feminicídio e prevenir esses crimes.
Feminicídio e Medida Protetiva: Uma Relação Complexa
- 13,1% das vítimas de feminicídio tinham medida protetiva em vigor;
- 1.127 feminicídios registrados em 16 unidades da federação;
- 148 vítimas tinham proteção judicial vigente no momento do crime.








