Proteger vidas: é hora de agir contra a violência contra a mulher no Brasil

Mulher segurando cartaz que pede o fim da violência contra a mulher no Brasil
Imagem que simboliza a luta por proteção e direitos das mulheres brasileiras contra a violência doméstica.
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O Dia Internacional da Mulher não pode ser apenas uma data de homenagens. Ele precisa ser um momento de reflexão sobre a realidade que milhares de brasileiras ainda enfrentam todos os dias. Proteger a vida das mulheres é uma responsabilidade de todos, mas sobretudo do Estado, e isso começa com ações concretas e políticas públicas eficazes para enfrentar a violência contra a mulher no Brasil. Saiba mais sobre a violência contra a mulher no Brasil.

Os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025. O aumento foi de 4,7% em relação ao ano anterior. É alarmante que oito em cada dez assassinatos sejam cometidos por parceiros ou ex-companheiros. Além disso, a maioria dos crimes ocorre na residência da vítima e quase metade é cometida com objetos comuns, como facas.

Como procuradora da Mulher na Câmara dos Deputados, tenho buscado transformar essa preocupação em ações concretas. Portanto, representei o Brasil em encontros internacionais do BRICS para levar ao debate global a realidade enfrentada pelas mulheres brasileiras. Além disso, percorremos diferentes estados por meio da Procuradoria Itinerante, apoiando vereadoras na criação de Procuradorias da Mulher em seus municípios.

Proteção institucional às mulheres

Essas ações são essenciais porque a presença dessas estruturas nos municípios facilita o acesso das vítimas à orientação jurídica, ao acolhimento e ao encaminhamento das denúncias. Isso é fundamental, pois a violência contra a mulher não é apenas um problema individual, mas sim um problema social que requer uma resposta coletiva. Além disso, é importante lembrar que a proteção das mulheres é uma responsabilidade de todos, mas sobretudo do Estado.

Além disso, no Supremo Tribunal Federal, cobri que o governo federal apresente planos concretos e eficazes de enfrentamento à violência contra a mulher. É preciso agir com seriedade, planejamento e compromisso. As campanhas de conscientização, como Agosto Lilás, Outubro Rosa e Banco Vermelho, também têm papel importante ao chamar a atenção da sociedade para o problema. No entanto, campanhas precisam caminhar ao lado de políticas públicas consistentes, estrutura de atendimento e aplicação rigorosa da lei.

Nesse Mês da Mulher, mais do que celebrar conquistas, precisamos reafirmar um compromisso coletivo. Nenhuma mulher deve viver com medo dentro da própria casa. Proteger a vida das mulheres é uma responsabilidade de todos, mas sobretudo do Estado. E essa responsabilidade não pode esperar.

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