Policial militar se recusou a entregar arma e distintivo meses antes do assassinato de advogado

Policial militar se recusou a entregar arma e distintivo
Policial militar Jackson Pereira Barbosa se recusou a entregar arma e distintivo seis meses antes do assassinato do advogado Renato Nery.
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Uma investigação da Polícia Militar revelou que o policial militar Jackson Pereira Barbosa se recusou a entregar a arma e distintivo six meses antes do assassinato do advogado Renato Nery, em julho de 2024.

De acordo com os autos, Jackson apresentou atestados médicos sucessivos entre 18/12/2023 e 31/01/2024, totalizando 45 dias de afastamento, todos relacionados a transtorno de ansiedade, conforme classificação CID 10 F41.1.

Diante do afastamento e da patologia informada, a corporação determinou a regularização da carteira de identidade funcional do policial, com suspensão do porte de arma, como prevê decreto estadual de 2021.

Recusa de Entrega de Arma e Distintivo

O policial militar Jackson Pereira Barbosa se recusou a entregar a arma e distintivo six meses antes do assassinato do advogado Renato Nery, em julho de 2024.

Ele foi formalmente notificado para comparecer à Diretoria de Gestão de Pessoas da PM, em Cuiabá, para cumprir o procedimento administrativo.

No entanto, o militar não atendeu à primeira ordem, recebida e assinada por ele em 08/01/2024.

Em seguida, a unidade chegou a disponibilizar uma viatura e um motorista para trazê-lo de Primavera do Leste até a capital, mas o deslocamento não ocorreu porque Jackson alegou, de última hora, que havia “tomado um remédio e não tinha condições de viajar”.

Investigação e Conclusão

A Polícia Militar concluiu que houve três ordens legais distintas para a regularização da identidade funcional, todas descumpridas.

Assim, foi determinado o indiciamento de Jackson Pereira Barbosa por recusa de obediência e insubordinação.

Além disso, o policial militar foi indiciado por recusa de obediência e insubordinação.

Ele ainda foi envolvido em outro crime, em agosto de 2025, quando já estava preso na sede do Bope, relacionado ao envio de um envelope com R$ 10 mil ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), José Zuquim Nogueira.

Para saber mais sobre a investigação da Polícia Militar, clique aqui.

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