Em uma manhã de grande tensão, Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel Cattani, foi interrogado pelo Ministério Público no Tribunal do Júri de Nova Mutum, após ser apontado como mandante do feminicídio que vitimou a jovem em julho de 2024, no feminicídio no estado.
Romero negou qualquer participação no crime e atribuiu a responsabilidade ao irmão, Rodrigo Xavier Mengarde, apontado como autor dos golpes que mataram Raquel dentro da residência no Assentamento Pontal do Marape.
Atribuição de responsabilidade
Segundo Romero, o irmão tentou retomar contato após o término do relacionamento, enviando mensagens e localizações para encontros, mas ele se esquivava e mantinha distância.
No interrogatório, Romero declarou que o irmão tentou criar um álibi, enquanto ele estava consumindo cerveja com um grupo de pessoas na casa da mãe, ao longo da madrugada que antecedeu a morte de Raquel.
Desconhecimento do plano
- Romero afirmou que nunca conversou com o irmão sobre qualquer plano ou intenção de matar Raquel;
- Disse que nunca conversou com o irmão sobre qualquer plano ou intenção de matar Raquel;
- Sugeriu que o irmão poderia nutrir “raiva ou ressentimento” em razão de conflitos antigos, especialmente o episódio envolvendo o celular, ocorrido anos antes.
Por exemplo, o episódio envolvendo o celular, ocorrido anos antes, poderia ter gerado um ressentimento em Rodrigo.
Além disso, Romero afirmou que não manteve contato com Rodrigo desde que soube da morte de Raquel até a prisão do irmão, no dia 24 de julho.
No entanto, o Ministério Público acredita que Romero teria consentido e participado do homicídio ocorrido em julho de 2024.
Em conclusão, o interrogatório de Romero marca a fase final de oitivas do julgamento, que apura a responsabilidade de Romero Xavier Mengarde como autor intelectual e de Rodrigo Xavier Mengarde como executor do feminicídio que vitimou Raquel Cattani, em um dos casos de maior repercussão no estado.
Confira também a cobertura completa do caso no nosso portal: Feminicídio no estado.










