O mandante do assassinato do pioneiro do café em Colniza, Arildo Batista Dalto, conhecido fundador da Café Dalto, foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado. O julgamento do agiota Elinaldo Fontelis Costa, 47 anos, ocorreu nesta quinta-feira (4).
Condenação do mandante do assassinato do pioneiro do café em Colniza
O tribunal do júri, realizado na Câmara de Vereadores de Colniza por falta de fórum, decidiu pela condenação do réu. Portanto, a sentença de 16 anos foi considerada baixa pela viúva de Arildo, Ozédina Oliveira Dalto, que expressou sua decepção com o resultado.
“Infelizmente só isso. Mas da justiça de Deus, essa eu sei que é pesada”, desabafou Dona Dina ao Mídia Jur. Apesar disso, ela se sentiu satisfeita pela demonstração de respeito e consideração da comunidade local pelo seu falecido marido.
“Nunca tinham visto um público grande como foi o dele, assistindo o tribunal. Todos tinham uma consideração enorme por ele e isso me deixou muito feliz, por presenciar isso”, acrescentou, emocionada.
O crime e a busca pelo executor
Arildo Batista Dalto foi brutalmente assassinado em 15 de fevereiro de 2024, na porteira de sua fazenda. A perícia revelou que ele sofreu 13 disparos de arma de fogo na cabeça e no tórax, caracterizando uma emboscada cruel.
Posteriormente, em junho do mesmo ano, Elinaldo, apontado como o mandante, foi detido em Mineiros, Goiás, onde se encontrava foragido. Conforme a Polícia Civil, o agiota é conhecido por sua violência ao cobrar dívidas.
Ele foi condenado por homicídio qualificado, incluindo as agravantes de pagamento pela execução, motivo fútil, e uso de traição, emboscada ou dissimulação para dificultar a defesa da vítima.
No entanto, o homem que teria sido o executor do crime, Valque Mendes da Silva, segue foragido há quase dois anos. Adicionalmente, uma terceira pessoa, suspeita de intermediar o assassinato, foi presa em agosto deste ano, mas as investigações prosseguem.
Motivação da morte do pioneiro do café em Colniza
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime foi orquestrado devido a uma dívida que Arildo não possuía. O filho do casal teria avalizado um cheque para um amigo, que não quitou o débito. Em consequência disso, o agiota Elinaldo passou a fazer ameaças violentas, inclusive de morte, ao chefe da família.
Na data fatídica, 15 de fevereiro de 2024, Arildo foi surpreendido na porteira de sua fazenda, local onde costumava encerrar suas atividades diárias. Alvejado, não resistiu aos graves ferimentos e faleceu no local, deixando um legado marcante para a história do café em Mato Grosso. Para mais informações sobre crimes na região, acesse notícias policiais do Portal 163.










