Um dia após a remoção de 74 corpos da Serra da Misericórdia, o Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, amanheceu nesta quinta-feira (30) com ruas desertas e a população ainda apreensiva. A remoção de corpos Penha marcou um momento de tensão na comunidade.
Sem tiros, mas com apreensão: A realidade após a remoção de corpos Penha
Desde a operação de terça-feira (29), o silêncio tem sido a norma, sem a ocorrência de novos tiroteios. O policiamento segue o padrão habitual, concentrado nas entradas das comunidades pelo batalhão local, sem indícios de ocupação.
Ainda assim, algumas áreas da comunidade enfrentam a falta de energia elétrica, com a Light trabalhando para normalizar o fornecimento. Pelo terceiro dia consecutivo, as escolas públicas permaneceram fechadas, impactando a rotina dos estudantes.
O comércio tentou retomar as atividades, no entanto, alguns mercados já apresentam sinais de desabastecimento. Isso ocorre porque os caminhões de carga não têm conseguido acessar a comunidade, gerando incerteza sobre se a paralisação é por cautela ou por determinação do tráfico. A remoção de corpos Penha causou um impacto direto no abastecimento local.
Além disso, nem todas as linhas de ônibus voltaram a operar dentro da Penha. Por outro lado, os postos de saúde retomaram o atendimento regular à população.
A situação reflete a fragilidade da região, que busca retornar à normalidade. Para mais informações sobre o impacto de operações policiais em comunidades do Rio, consulte nossa cobertura completa. A atenção continua voltada para a comunidade após a remoção de corpos Penha.










