Outubro marca o Dia Internacional da Linguagem Simples, um convite global. Portanto, repensar a comunicação se torna fundamental. A escolha das palavras define a linha entre incluir e excluir.
Avanço em Cuiabá: O poder da Linguagem Simples
Em julho, a Câmara Municipal de Cuiabá deu um passo crucial. Assim, instituiu a Política de Linguagem Simples em seu âmbito. Essa iniciativa visa aproximar o cidadão das ações legislativas.
Mas o que é, de fato, linguagem simples inclusão? É falar e escrever de modo que todos compreendam. Evita jargões técnicos e frases rebuscadas, criando pontes em vez de barreiras. Acima de tudo, prioriza o leitor.
No dia a dia como vereadora, percebo o quanto a linguagem pode ser um entrave. Muita gente se afasta de serviços ou leis importantes devido à complexidade dos textos. Isso não é desinteresse, mas sim falta de acesso.
Consequentemente, a informação pública inacessível fragiliza a democracia. Adotar a linguagem simples, portanto, é um ato de inclusão e respeito. Reconhece o dever do poder público de ser compreendido por todos.
Quando as pessoas entendem a mensagem, participam mais, cobram mais e confiam mais. A nova política da Câmara transformará esse ideal em prática. Documentos oficiais se tornarão claros, diretos e humanos.
Afinal, o que é público deve ser, sobretudo, compreensível. A linguagem simples inclusão não é sinônimo de simplismo. Pelo contrário, torna o conteúdo acessível sem perder a precisão.
Isso demonstra que o poder público se comunica com todos. É devolver às palavras sua função primordial: comunicar, e não confundir. A linguagem, com empatia e propósito, pode ser um muro ou uma ponte.
Use-a para abrir caminhos, aproximar e fortalecer nossa democracia. Para mais informações sobre iniciativas legislativas, visite nosso portal em portal163.com.br.
Katiuscia Manteli é jornalista e vereadora em Cuiabá (PSB).










