Rei do Algodão explicações: Prazo na Justiça para caso de difamação

José Pupin, o Rei do Algodão, em audiência judicial, com foco nas explicações solicitadas.
O empresário José Pupin, conhecido como Rei do Algodão, precisa apresentar explicações formais à Justiça.
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A Justiça de Mato Grosso concedeu um prazo de 10 dias para que o empresário José Pupin e sua esposa, Vera Lúcia Camargo Pupin, apresentem explicações formais em juízo. O casal é alvo de uma interpelação criminal movida pela Fource Consultoria Empresarial por supostas difamações, e o Rei do Algodão explicações são agora requisitadas.

Rei do Algodão explicações: Fource acusa o casal de difamação

A Fource Consultoria Empresarial acusa o casal Pupin de ter inserido referências e insinuações difamatórias em uma petição judicial. Dessa forma, estas alegações ocorreram no processo de Recuperação Judicial, onde o grupo empresarial de José Pupin busca reestruturar dívidas bilionárias. Conforme a consultoria, os empresários teriam utilizado expressões como “fraude”, “manipulação dolosa” e “desvio de recursos”, atribuindo condutas criminosas à Fource.

Portanto, a consultoria formulou sete questionamentos específicos, solicitando que os Pupin detalhem e apresentem provas para sustentar suas acusações. Caso contrário, a Fource poderá ingressar com uma queixa-crime formal por difamação. O magistrado ressaltou que o objetivo é esclarecer as declarações e, se possível, evitar uma ação penal.

No entanto, este episódio intensifica os embates judiciais envolvendo o conhecido “Rei do Algodão”, que acumula mais de R$ 5 bilhões em dívidas. A nova disputa surge em meio à repercussão da Operação Sisamnes, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais.

Ademais, interceptações da operação revelaram diálogos do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023, onde ele mencionava ter “resolvido o caso de Pupin” com um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Essas conversas foram obtidas pela Polícia Federal.

Em conclusão, o caso se junta a outro episódio recente, envolvendo o escritório Bettiol Advogados e o próprio Zampieri, onde Pupin alegou ter sido vítima de fraude em sua assinatura em documentos de um acordo judicial. Contudo, a denúncia gerou contradições nas versões de Pupin, que posteriormente reconheceu a autenticidade do documento após um acordo homologado pela Justiça.

Para mais informações sobre processos judiciais em Mato Grosso, consulte o portal Portal 163.

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