O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) condenou as declarações do jornalista Paulo Figueiredo, que afirmou que “mulheres votam mal” ao comentar um vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) sobre desentendimentos familiares. Para Pivetta, esse tipo de discurso representa uma forma de violência e desrespeito às mulheres. violência começa desprezar o outro.
violência começa desprezar o outro
O governador ressaltou que as mulheres são maioria no eleitorado brasileiro. “As mulheres são maioria no eleitorado brasileiro. Elas têm o poder de decidir todas as eleições. Eu só lamento que tem poucas mulheres candidatas. Isso é muito ruim para a democracia. O que eu gostaria é que tivéssemos metade dos candidatos, no mínimo, mulheres”, declarou.
- As declarações geraram críticas por violar princípios de igualdade.
- Michelle Bolsonaro é reconhecida pela liderança entre mulheres e no cenário político.
- O episódio levou à renúncia de Michelle Bolsonaro ao comando do PL Mulher.
Ao comentar os ataques sofridos por Michelle Bolsonaro após a divulgação de um vídeo em que relatou desentendimentos com os enteados, Pivetta evitou entrar no mérito do conflito familiar, mas afirmou que o episódio merece reflexão. “A Michelle tem uma liderança consolidada no Brasil todo, não só entre as mulheres. É respeitada no mundo político e é uma liderança extraordinária. Eu não sei dos detalhes, mas o que ela externou nos deixa preocupados e tristes também”, disse.
Questionado sobre Paulo Figueiredo, o governador disse não conhecer o jornalista. “Essa afirmação desse senhor que tem o sobrenome de Figueiredo, como eu já falei, não conheço. Nunca tinha ouvido falar dele”, declarou.
As declarações de Pivetta ocorreram após a repercussão negativa das falas de Paulo Figueiredo em um podcast, no qual criticou Michelle Bolsonaro e afirmou que mulheres “votam mal”, o que gerou acusações de violência política de gênero. O episódio culminou com a renúncia de Michelle Bolsonaro ao cargo de presidente do PL Mulher, na noite dessa terça-feira (30). Além disso, reforça a necessidade de coibir discursos que desrespeitam as mulheres no terreno público.
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