O senador Jayme Campos avaliou como acertada a decisão do União Brasil em desembarcar do governo federal. Portanto, a orientação do presidente nacional do partido, Antonio Rueda, para que os filiados deixem cargos, incluindo ministérios, visa evitar infidelidade partidária. Isso significa que o União Brasil governo Lula não seguirá mais unido.
União Brasil governo Lula: Coerência na Decisão
Em entrevista recente, Jayme Campos destacou a importância da coerência. Assim, seria hipocrisia manter cargos e, ao mesmo tempo, votar contra as diretrizes do governo. Nesse sentido, Rueda demonstra sensatez ao determinar a saída dos membros da base petista.
“Eu acho correto. Se o partido não vai estar na paz aliada do governo federal, do Lula lá, tem que desembarcar. Seria muita critinisse e cinismo você participando de uma gestão pública e, por outro lado, votando contra”, argumentou o senador.
Embora o União Brasil contasse com o Ministério do Turismo, chefiado por Celso Sabino, o partido mantinha independência nas votações. No entanto, a decisão partidária impôs uma nova realidade.
Demissão de Celso Sabino na Próxima Semana
A entrega de cargos, contudo, não ocorrerá no prazo inicial de 24 horas estipulado por Rueda. Prevê-se que Celso Sabino apresente sua carta de demissão ao presidente Lula na próxima semana. Dessa forma, o União Brasil governo Lula se desvinculará formalmente.
“Ele já comunicou ao partido que na semana que vem, se não me falha a memória, ele está pedindo a sua exoneração do cargo diante da decisão partidária da Federação PP e União Brasil”, explicou Campos.
A direção do partido emitiu uma nota de “irrestrita solidariedade” a Rueda. Isso ocorreu após o dirigente ser incluído em investigações da Polícia Federal. As apurações visam identificar possível infiltração do PCC em setores financeiros e de combustíveis no Brasil.
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