UHE Colíder: Justiça intima Eletrobras e Copel sobre falhas na barragem

Estrutura de concreto da barragem com rachaduras visíveis, indicando falhas.
A barragem da UHE Colíder apresenta anomalias que geraram ação judicial.
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A UHE Colíder falhas em sua barragem foram o centro de uma ação judicial. A juíza Érika Cristina Camilo Camin, da 2ª Vara de Colíder, deu um prazo de dez dias para que Eletrobras, Copel Geração e Transmissão S.A. e o Estado de Mato Grosso se manifestem. Eles deverão abordar os pedidos de tutela de urgência do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

UHE Colíder falhas: Relatório Aponta Riscos Graves

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) baseou sua ação em um relatório técnico. Este documento, elaborado pelo Centro de Apoio à Execução Ambiental (CAEx Ambiental), identificou problemas graves na barragem da UHE Colíder. Assim, esses inconvenientes representam um risco iminente à segurança da estrutura.

Entre as irregularidades apontadas, destacam-se erosão interna e insuficiência de instrumentação em drenos. Além disso, o Plano de Ação de Emergência (PAE) demonstrou fragilidades, utilizando um sistema de alerta sonoro móvel e precário. Consequentemente, a situação exige atenção imediata.

Impactos Ambientais e Pedidos do MPMT

Ademais, o relatório confirmou impactos ambientais severos. A mortandade de peixes e prejuízos à pesca, ao turismo e à subsistência de comunidades ribeirinhas e indígenas foram constatados. Diante disso, o MPMT requer medidas urgentes.

Entre as principais exigências do MPMT, estão a elaboração de um plano de descomissionamento da usina. Também se busca a revisão da licença ambiental e a atualização dos planos de contingência. Outrossim, solicita-se o caucionamento de R$ 200 milhões pela Eletrobrás e Copel para reparação dos danos.

Durante uma audiência pública na Câmara Municipal de Colíder, o procurador Gerson Barbosa esclareceu que o objetivo não é a desativação imediata. Pelo contrário, a intenção é ter um plano de descomissionamento pronto. “Se futuramente a operação se mostrar inviável, já haverá um plano pronto para proteger a população e o meio ambiente”, explicou.

A promotora Graziella Salina Ferrari reiterou que a perícia técnica evidenciou anomalias relevantes. Isso inclui questões de segurança na barragem e alterações significativas no ecossistema. “Temos feito uma série de pedidos ao Judiciário, como a adoção imediata de ações emergenciais, planos de contingência, proteção ambiental e caucionamento de valores para reparação dos danos”, detalhou.

Adicionalmente, a promotora mencionou que desde 2022 a usina apresentava um nível de segurança de atenção. Este foi elevado para alerta em 2025, devido a falhas no sistema de drenagem. Por conseguinte, o Ministério Público continuará acompanhando rigorosamente o caso.

A audiência foi organizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Participaram o deputado Wilson Santos (PSD), o deputado Diego Guimarães, o presidente da Câmara Municipal de Colíder, vereador Luciano Miranda (PP), o prefeito Rodrigo Luiz Benassi, e o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Colíder, Agnaldo Afonso Pereira. Representantes da Eletrobras, pescadores, empresários e membros da sociedade civil também estiveram presentes. Para mais informações sobre notícias regionais, acesse Portal 163.

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