Visão Individualizada e Equipe Multidisciplinar no Tratamento do Autismo
O tratamento do autismo demanda uma abordagem individualizada e multidisciplinar, conforme destacou a psiquiatra Audrey Ribeiro em palestra. Ela enfatizou que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição complexa que se manifesta de diversas formas.
Compreendendo o Autismo: Caminhos e Possibilidades de Tratamento
A médica explicou que o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento. Ele se caracteriza por desafios na comunicação e interação social, além de interesses restritos e comportamentos repetitivos. O espectro se divide em três níveis de suporte, baseados na necessidade de auxílio diário.
O primeiro nível abrange indivíduos que funcionam bem na maioria dos contextos, mas precisam de apoio em situações específicas. Já o segundo nível exige suporte substancial, pois a comunicação é mais limitada e há dificuldades com mudanças ambientais.
Por sua vez, o terceiro nível de suporte requer assistência muito substancial, inclusive para tarefas básicas. A comunicação pode ser não verbal, acompanhada de forte inflexibilidade e risco de autoagressão, o que torna o tratamento do autismo ainda mais desafiador.
Além disso, a psiquiatra ressaltou a alta incidência de comorbidades. Estudos indicam que cerca de 70% das pessoas no espectro apresentam ao menos uma condição associada, como ansiedade ou TDAH. Essas condições agravam os desafios e necessitam de reconhecimento para um cuidado integral.
Ao abordar as terapias, a profissional destacou a fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicoterapia como pilares do tratamento não medicamentoso. A análise do comportamento aplicada (ABA) e a equoterapia também são citadas como importantes recursos terapêuticos.
Embora não haja medicação específica para o autismo, fármacos podem tratar sintomas associados, como irritabilidade ou hiperatividade. Contudo, a prescrição deve ser sempre individualizada e acompanhada por especialistas, reforçando a importância do tratamento do autismo adequado.
A inclusão escolar deve adaptar a escola às necessidades do aluno, não o contrário. Na vida adulta, os desafios persistem em ambientes de trabalho e na comunicação social, limitando oportunidades.
Nesse sentido, a sociedade tem um papel crucial na construção de espaços mais inclusivos. O objetivo é potencializar habilidades, não normalizar indivíduos, e o suporte familiar e comunitário é tão importante quanto intervenções clínicas.
A médica avaliou a importância do Poder Judiciário em promover debates sobre neurodiversidade. Eventos como o “TJMT Inclusivo” lançam luz sobre o tema, aumentando a consciência social e o entendimento sobre os direitos da população neurodivergente. Para saber mais sobre iniciativas de inclusão, acesse o impacto em mães atípicas.
Em conclusão, a 4ª edição do projeto “TJMT Inclusivo” reforça o compromisso do Tribunal em percorrer o estado, levando informação e capacitação sobre o tratamento do autismo e a neurodiversidade. Novas comarcas receberão o projeto ainda este ano.








