Condenação da Volkswagen do Brasil: um passado de trabalho escravo contemporâneo e futuro de justiça

Mulher trabalhando em home office com bebê ao fundo, ilustrando licença-maternidade e carreira profissional.
Desafios e oportunidades que as mulheres enfrentam ao retornar ao trabalho após a licença-maternidade.
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A condenação da Volkswagen do Brasil é um dos mais recentes casos de trabalho escravo contemporâneo no Brasil, um crime que continua a ser praticado em nossa sociedade.

Em 24 de fevereiro de 2026, a 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região condenou a empresa Volkswagen do Brasil pela prática de trabalho escravo contemporâneo, ocorrido nas décadas de 1970 e 1980, em sua antiga fazenda Companhia Vale do Rio Cristalino, conhecida como “Fazenda Volkswagen”.

A “Fazenda Volkswagen” foi adquirida no ano de 1973 e estava localizada no sudeste do estado do Pará, no município de Santana do Araguaia, a quase 1.100 Km da capital Belém.

Um sistema organizado de exploração humana

As denúncias de trabalho escravo contemporâneo na “Fazenda Volkswagen” datam de 1983, quando o padre Ricardo Resende Figueira, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), já noticiava o uso da força de trabalho escravizado na derrubada da mata nativa.

A atividade predominante da “Fazenda Volkswagen” era a pecuária bovina, com devastação de metade da área para criação de dezenas de milhares de cabeças de gado, engorda, abate e processamento para a venda, principalmente, no exterior, com fartos recursos públicos investidos no projeto, estes oriundos da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) e do Banco da Amazonia (BASA), além usufruir de incentivos fiscais.

As denúncias de trabalho escravo contemporâneo na “Fazenda Volkswagen” foram uma das primeiras denúncias de trabalho escravo contemporâneo no Brasil.

Uma política pública estruturada

Atualmente, o Brasil combate o trabalho escravo contemporâneo por meio de uma política pública estruturada que foi adotada a partir de 1995, envolvendo fiscalização móvel conjunta dos órgãos do MTE, MPT, PF e PRF, elaboração de Planos Nacionais de Erradicação do Trabalho Escravo, inclusão dos empregadores infratores na chamada “Lista Suja”, além da repressão administrativa, trabalhista e criminal.

Importante ressaltar que a diminuição da vulnerabilidade dos trabalhadores e a conscientização da sociedade para o respeito e a observância dos direitos trabalhistas e demais direitos humanos, segue ainda como o melhor modo de prevenção.

As denúncias contra o trabalho escravo contemporâneo podem ser realizadas de forma anônima pelo Disque 100, nos sites do MPT e do MTE, assim como pela Plataforma IPÊ. Trabalho escravo é desumano e é crime. Denuncie!

Para saber mais sobre o trabalho escravo contemporâneo e como denunciá-lo, clique aqui.

A condenação da Volkswagen do Brasil é um exemplo de como a justiça trabalhista pode ser um instrumento importante para a erradicação do trabalho escravo contemporâneo.

Portanto, é fundamental que a sociedade continue a lutar contra o trabalho escravo contemporâneo e garanta os direitos dos trabalhadores.

Além disso, é importante destacar que a diminuição da vulnerabilidade dos trabalhadores e a conscientização da sociedade para o respeito e a observância dos direitos trabalhistas e demais direitos humanos, segue ainda como o melhor modo de prevenção.

Em conclusão, a condenação da Volkswagen do Brasil é um passo importante na luta contra o trabalho escravo contemporâneo no Brasil, e é fundamental que a sociedade continue a lutar por uma sociedade mais justa e igualitária.

Autor: Carla Reita Faria Leal e Edson Pereira Magalhães

Fonte: Portal163

Para mais informações sobre o trabalho escravo contemporâneo, acesse o artigo trabalho escravo contemporâneo no Brasil.

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