Suspeita de mandar matar advogado teria dívida de R$ 4,5 mi em honorários

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O delegado da Polícia Civil João Lucas Wanick, responsável pela investigação da morte do advogado José Antônio Silva, de 65 anos, aponta que o crime foi motivado por uma dívida de honorários advocatícios no valor de R$ 4,5 milhões. José Antônio foi executado no mês passado, em Nova Ubiratã, a 477 km de Cuiabá. Três pessoas da mesma família foram presas neste sábado (26), durante a operação denominada Procuração Fatal.

Reprodução

Delegado da Polícia Civil João Lucas Wanick investiga assassinato de advogado em Nova Ubiratã

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos – identificados como mandantes do crime –  planejaram e financiaram o assassinato com o objetivo de se livrar do pagamento da dívida milionária. Eles acreditavam que, com a morte do advogado, estariam isentos da obrigação, já que supunham que a vítima não possuía herdeiros.
José Antônio movia uma ação judicial contra uma das envolvidas, cobrando os honorários por um trabalho realizado em um processo de reintegração de posse de terras.
“Ele atuou defendendo a acusada nesse processo, e ela ficou devendo os honorários, que estavam sendo cobrados judicialmente. Acredita-se que o valor fosse de R$ 4,5 milhões, conforme declarado pelo próprio advogado antes de ser morto, segundo informações levantadas na investigação”, explicou o delegado.
O trio foi alvo de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. A Polícia Civil busca aprofundar as investigações para reunir mais provas, esclarecer detalhes do crime e identificar outros possíveis envolvidos. O pistoleiro contratado para executar o assassinato também teve a prisão decretada, mas ainda não foi localizado. As diligências continuam. PROCURAÇÃO FATAL Suspeita de mandar matar advogado teria dívida de R$ 4,5 mi em honorários Suspeita de mandar matar advogado teria dívida de R$ 4,5 mi em honorários Profissional movia uma ação contra mulher suspeita do crime; ele atou para ela em processo de reintegração de posse de terra

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