O principal alvo da Operação Cana Caiana, deflagrada nesta quinta-feira (27), o grupo econômico focado na distribuição de etanol enfrenta uma crise financeira sem precedentes. Portanto, a investigação liderada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) revela sérias irregularidades na forma como os responsáveis pela distribuidora de etanol sonegavam impostos ao Estado há aproximadamente uma década. A informação é do delegado Walter de Melo Fonseca Júnior, da Delegacia Fazendária.
Crise financeira e alta sonegação
Um dos inquéritos contra o grupo já confirmou uma sonegação de cerca de R$ 120 milhões. Consequentemente, o montante da dívida supera o valor inicialmente apurado. O volume de evasão fiscal pode ser ainda maior, segundo apurado.
“Esse inquérito policial tem por objeto combater uma sonegação de 120 milhões. Mas temos conhecimento que esse grupo tem dívida com o Estado num valor superior e tem outros procedimentos tratando do restante das dívidas”, explicou o delegado. Além disso, novas fases da operação não estão descartadas, tornando a investigação um marco no combate à sonegação em Mato Grosso.
Walter de Melo adiantou que existem outros procedimentos investigativos contra o grupo, que podem detectar um volume maior de evasão fiscal. Sendo assim, a investigação busca desvendar toda a extensão do esquema.
Operação e desdobramentos em MT
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra as empresas do grupo, na região Médio Norte de Mato Grosso e em Cuiabá, além de endereços ligados aos sócios, incluindo em São Paulo. Foram bloqueados R$ 120 milhões em créditos com o Estado, além de imóveis e automóveis.
Contudo, neste momento de investigação, não foram requeridas prisões temporárias ou preventivas. Crimes tributários, afinal, dão a oportunidade de se arquivar caso o investigado colabore e faça o ressarcimento aos cofres públicos. Para mais informações sobre investigações em Mato Grosso, acesse notícias de segurança.










