O deputado federal Coronel Assis (União Brasil) manifestou forte indignação com a soltura do rapper Oruam, decisão do ministro Joel Ilan Paciornik do STJ. Para o parlamentar, este ato representa uma desmoralização da Justiça brasileira.
Soltura do rapper Oruam desmoraliza a Justiça, diz deputado
Em suas redes sociais, Coronel Assis criticou veementemente a decisão. Ele argumentou que a medida enfraquece o Estado no combate ao crime organizado. O deputado ressaltou que Oruam, filho de Marcinho VP, um líder do Comando Vermelho, foi preso por tráfico de drogas e tentativa de homicídio.
Portanto, Assis declarou que o rapper não representa a arte ou a cultura, mas sim promove desordem social. Ele acredita que a ascensão de figuras ligadas ao crime prejudica o cidadão de bem.
Ademais, o deputado comparou a situação à “mexicanização” da violência no Brasil, um reflexo da crescente influência de cartéis de narcotráfico. Ele enfatizou que a arte não é crime e o crime não é arte, buscando separar os universos. A soltura do rapper Oruam, segundo ele, é um retrocesso.
Prisão e polêmicas do artista
O rapper Oruam, de 25 anos, teve sua prisão preventiva decretada em julho. Ele foi acusado de associação ao tráfico e ligação ao Comando Vermelho. Oruam sempre negou envolvimento em atividades criminosas, apesar de tatuagens em homenagem ao pai e tio, figuras conhecidas do crime.
No entanto, ele se entregou à polícia, afirmando em vídeo que não era bandido. Sua ascensão na música foi marcada por sucessos como a música “Invejoso” e apresentações em grandes festivais.
Ele frequentemente exibe um estilo de vida luxuoso nas redes sociais. Sua defesa argumentou que as decisões judiciais para sua prisão eram ilegais. Portanto, a soltura do rapper Oruam seguiu o pedido da defesa.
A defesa do artista comunicou que ele se submeterá às medidas cautelares. Assim, ele buscará provar sua inocência durante o processo legal.
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