A senadora Margareth Buzetti (PP) ironizou nesta quinta-feira (21) as medidas cautelares impostas ao pastor Silas Malafaia conselheiro. As ações foram resultado de uma operação da Polícia Federal. Ela questionou a motivação, que seria o fato de Malafaia ter atuado como conselheiro do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Silas Malafaia conselheiro: um questionamento
“É desnecessário, entendeu? Ele deu o passaporte dele por quê? Qual o crime? Conselho. Olha… Pois é, vai que o STF [Supremo Tribunal Federal] descobre que eu dou conselho às minhas filhas”, declarou Buzetti, em tom de escárnio. Portanto, a senadora demonstrou sua discordância com a condução do caso.
As cautelares foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. No entanto, a investigação apura a suposta tentativa de atrapalhar o julgamento de Bolsonaro em um processo de 2022. Assim, Malafaia teve que entregar seu passaporte e está proibido de sair do país, além de contatar outros investigados, incluindo Bolsonaro.
Retorno ao PP e “cortina de fumaça”
Questionada sobre o indiciamento do ex-presidente e de seu filho Eduardo Bolsonaro, além de áudios que vieram à tona, Margareth Buzetti evitou o tema. Dessa forma, limitou-se a classificar tudo como uma “cortina de fumaça”.
Margareth Buzetti retorna ao PP, partido pelo qual foi eleita suplente em 2020. Posteriormente, ela compôs chapa na eleição suplementar vencida por Carlos Fávaro (PP). Em 2022, Buzetti trocou o PP pelo PSD, num acordo para que Fávaro assumisse o Ministério da Agricultura. Agora, ela busca viabilizar sua reeleição ao retornar à sigla.
Em suma, a declaração da senadora joga luz sobre a percepção de alguns a respeito da aplicação da justiça. Ademais, a situação de Silas Malafaia conselheiro continua a gerar debates.
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