O senador Wellington Fagundes (PL) voltou a criticar a forma como o governo do presidente Lula está lidando com a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. As tensões surgiram após sanções impostas pelo ex-presidente Donald Trump, como uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras e o cancelamento de vistos para ministros do STF.
Sanções e o impacto no Brasil
A tarifa de 50% sobre exportações brasileiras corre o risco de entrar em vigor na próxima sexta-feira, 1º de agosto, caso não haja um recuo nas negociações.
Segundo o senador Wellington Fagundes, o presidente Lula não deveria tomar decisões isoladas sobre o assunto. Ele defende a atuação de uma comissão de senadores que está em missão nos Estados Unidos para tentar negociar o fim das sanções.
“O Lula não é dono do Brasil, mas, infelizmente, tem muita gente querendo ser dono do Brasil, tomar decisões sozinhas e envolver toda a população brasileira. Isso pode levar o Brasil a uma crise muito grande, a um prejuízo muito grande. O tarifaço pode trazer prejuízos de bilhões para o Brasil em especial, Mato Grosso”, alertou o senador em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Fagundes destacou o trabalho do Congresso na formação da comissão especial que foi aos Estados Unidos, mencionando nominalmente o senador Marcos Pontes (PL).
Diálogo como solução
O senador também ressaltou que as consequências do “tarifaço” de Trump serão sentidas diretamente pela população brasileira. Ele defendeu a necessidade de um diálogo urgente com o governo norte-americano para resolver o impasse.
“Será com diálogo é que a gente vai encontrar o melhor caminho. E olha, tudo isso vai estar embutido no preço dos combustíveis, no preço dos alimentos, tudo que você for comprar no supermercado, na loja, além de outras coisas impostas mais que o governo quer implantar e impor no nosso país e a população como um todo. Então, pense bem. Não aceite essa situação”, concluiu o senador.
Origem das sanções
O “tarifaço” de Trump foi justificado por motivos comerciais e políticos. A medida teria sido articulada pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O objetivo seria pressionar por anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que responde a um processo no STF e usa tornozeleira eletrônica.










