O Rio Vermelho, principal curso d’água de Rondonópolis, atingiu um marco preocupante nesta quinta-feira (31/7), registrando o menor nível de água das últimas décadas. A medição feita pela Defesa Civil do Município apontou apenas 1,13 metro de profundidade, superando o recorde anterior de 1,20 metro, registrado em outubro de 2024.
Alerta da Defesa Civil
O coordenador da Defesa Civil, Marcelo Finazzi Cardinal, destacou a situação crítica. “Nesta quarta-feira (30), o nível já estava em 1,15 metro, também muito baixo. O normal para esta época seria em torno de 3 metros”, explicou.
“Um dos principais motivos para essa expressiva redução no nível de água é o assoreamento, além disso está com as margens bastante desmatadas e com muitos detritos jogados”, avaliou.
Causas e Consequências
Um relatório técnico da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo revela que o Rio Vermelho tem sofrido uma redução acentuada de sua vazão, especialmente nos períodos de estiagem. O estudo aponta:
- Em agosto de 2021, o nível era de 1,54 metro.
- Em fevereiro de 2024, na época de chuvas, a média foi de 1,49 metro, bem abaixo do esperado.
- O nível de 1,20 metro em outubro de 2024, mesmo após chuvas, já era um sinal de alerta.
O principal impacto dessa baixa vazão e do assoreamento é o prejuízo para o abastecimento de água da cidade. A maior concentração de poluentes eleva os custos de tratamento e a captação insuficiente já afeta cerca de 50% dos bairros em períodos críticos.
Recomendações para Recuperação
O relatório sugere medidas urgentes para reverter o quadro, incluindo:
- Reflorestamento e recuperação das áreas de preservação permanente (APPs) nas margens do rio.
- Proteção das nascentes e áreas de recarga da bacia hidrográfica.
- Pesquisa e implantação de fontes alternativas de água para diminuir a dependência do Rio Vermelho.
A Defesa Civil Municipal realiza a medição do nível do Rio Vermelho duas vezes por semana durante o período de seca para monitorar a situação. Foto: Defesa Civil










