O juiz Marcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, deferiu o pedido de recuperação judicial Grupo Sinopoli. O grupo, atuante no plantio de soja e milho em Diamantino, acumula dívidas de R$ 11,1 milhões.
O Grupo Sinopoli e suas dívidas
Fundado em 1982, o Grupo Sinopoli expandiu suas operações ao longo das décadas, adquirindo diversas fazendas. Contudo, prejuízos recentes comprometeram sua capacidade financeira. Por conseguinte, a recuperação judicial surge como uma alternativa para reestruturar o negócio.
Causas da crise financeira
Conforme os produtores relataram, a crise resultou de fatores climáticos e de mercado. Na safra 2022/2023, por exemplo, o El Niño causou uma estiagem severa, reduzindo a produtividade da soja de 60 para 23 sacas por hectare, uma perda superior a 60%. Ademais, a safrinha de milho também sofreu uma quebra de 40%.
Principais credores do Grupo Sinopoli
A ADM do Brasil lidera a lista de credores, com R$ 2.633.979,60 em dívidas. Outros credores incluem o Banco CNH Capital e o Banco Rabobank. Desta forma, a extensão das obrigações financeiras explica a necessidade da medida judicial.
Próximos passos para o Grupo Sinopoli
Com o deferimento da recuperação judicial, execuções contra o grupo ficam suspensas, protegendo bens essenciais. A Tríade Gestão e Recuperação Ltda. foi nomeada administradora judicial. Os credores têm 15 dias para apresentar suas habilitações. O Grupo Sinopoli, por sua vez, terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação. Para mais detalhes sobre o agronegócio regional, confira nossas notícias em Portal 163.










