Aliados do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmam que o pedido de cassação protocolado pelo PT configura uma tentativa de promover um “terceiro turno” eleitoral. O líder do Executivo na Câmara, vereador Dilemário Alencar (União Brasil), classificou a ação como infundada.
Pedido de cassação de Abilio: manobra petista?
O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, e o vereador Dilemário Alencar reagiram ao pedido de cassação do prefeito Abilio Brunini. Para eles, o requerimento, protocolado nesta terça-feira (26), é uma manobra do PT para tentar reverter o resultado das eleições municipais, nas quais o petista Lúdio Cabral foi derrotado.
O ex-vereador Professor Robinson Cireia e Léo Rondon, ambos do PT, apresentaram um requerimento para instaurar uma Comissão Processante contra Abilio. Este processo pode, se aprovado pela maioria dos vereadores, levar à cassação do mandato do prefeito.
O pedido de cassação baseia-se na suposta exposição indevida de adolescentes durante um evento escolar. Segundo os petistas, o prefeito teria “humilhado e ridicularizado” estudantes em vídeo divulgado nas redes sociais, infringindo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e cometendo cyberbullying, além de quebra de decoro.
Ananias Filho rebateu, afirmando que o pedido de cassação de Abilio não possui fundamentação jurídica. Ele acredita que os petistas estão “brincando” com o instrumento jurídico da comissão processante, classificando a peça como “fictícia” e uma tentativa de criar narrativa para seus eleitores.
“Nós temos certeza que não tem cabimento”, declarou Ananias, que também disse que o partido fará uma defesa tranquila. Ele reafirmou a confiança na inocência do prefeito em relação às acusações que levaram ao pedido de cassação de Abilio.
PT reage à “derrota acachapante” com pedido de cassação
Dilemário Alencar, por sua vez, argumentou que o PT propõe a cassação de Abilio por não aceitar a “derrota acachapante” nas eleições de 2024. Ele classificou o pedido como uma “cortina de fumaça” contra a gestão atual, que, segundo ele, está solucionando os problemas de Cuiabá.
“Eles criam cortinas de fumaça e querem provocar um terceiro turno, mas isso não vai acontecer”, pontuou Dilemário, criticando a falta de protestos do PT contra a “adultização” e “danças eróticas” em escolas.
Após a protocolização, o pedido de cassação é analisado pela Procuradoria da Câmara. Posteriormente, segue para o plenário, onde os vereadores decidirão sobre seu andamento. Como Abilio possui maioria no Legislativo, o arquivamento do caso é considerado certo.
Para mais informações sobre a política local, acesse Cassação Abilio Brunini: Pedido na Câmara de Cuiabá gera debate.










