Um episódio de agressão em uma boate na capital de Mato Grosso ganhou um novo desfecho judicial. O juiz Valter Fabrício Simioni da Silva, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu rejeitar a queixa-crime de tentativa de homicídio. O caso, ocorrido em janeiro deste ano, envolve um psicólogo agredido boate, que inicialmente alegou ter sido vítima de suposta homofobia.
Caso do psicólogo agredido em boate: tentativa de homicídio rejeitada
Douglas Luiz Rocha de Amorim relatou que a agressão ocorreu na madrugada de 12 de janeiro de 2025, no banheiro da boate. Segundo a queixa, Yuri Matheus de Siqueira Matos o teria empurrado, levando-o à perda de consciência, o que sugeriria premeditação.
O Ministério Público já havia se posicionado pela rejeição parcial da queixa. Conforme o MP, a tentativa de homicídio é um crime de ação penal pública incondicionada, o que significa que apenas o órgão ministerial tem legitimidade para propor a ação.
Ao analisar os autos, o magistrado acolheu o parecer ministerial e rejeitou a queixa quanto à tentativa de homicídio qualificado. Ele ressaltou a ausência de indícios de inércia do MP que justificassem uma ação privada subsidiária da pública.
No entanto, em relação à acusação de injúria qualificada, o juiz reconheceu se tratar de infração de menor potencial ofensivo. Por essa razão, determinou a redistribuição do processo ao Juizado Especial Criminal, órgão competente para julgar tal matéria.
Detalhes da agressão ao psicólogo em boate
Douglas Luiz Rocha de Amorim trouxe o caso à tona nas redes sociais, onde detalhou a agressão sofrida. Ele afirmou que a motivação do crime foi homofóbica e também acusou a administração da boate de omissão.
Em seu boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, a vítima descreveu os momentos anteriores à agressão. Ele mencionou ter sido encarado pelo suspeito e provocado no banheiro. Douglas chegou a xingar o homem, acusando-o de homofobia, e deixou o local.
Posteriormente, Douglas retornou ao banheiro acompanhado do marido. Contudo, sentiu uma mão tocar suas costas e outra a parte de trás de sua cabeça, culminando em seu desmaio.
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