Procurador questiona lei sobre atletas trans em Cuiabá

Procurador em escritório, analisa documento sobre lei de atletas trans em Cuiabá.
José Antônio Borges, procurador, contesta lei municipal sobre participação de atletas trans em Cuiabá.
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O Procurador de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges, encaminhou um ofício ao chefe do Ministério Público (MPMT), Rodrigo Fonseca Costa. O objetivo é se manifestar sobre a possibilidade de contestar a lei atletas trans cuiabá, sancionada pelo prefeito Abilio Brunini (PL), que proíbe a participação de atletas transgêneros em competições femininas esportivas oficiais na Capital. O documento foi assinado na tarde desta quarta-feira (24).

Borges sustenta que a lei possui vícios de inconstitucionalidade, apontando que ela extrapola manifestamente a noção de interesse local. Além disso, frisa que a organização do desporto transcende as fronteiras municipais. Portanto, é matéria de caráter geral, cuja normatização cabe à União e, de forma suplementar, aos Estados.

Contestação da lei atletas trans Cuiabá: Vícios formais e violações constitucionais

“A norma cuiabana, portanto, invade competência legislativa que não lhe foi outorgada, configurando vício formal insanável. Para além do vício de competência, a norma municipal viola preceitos basilares da Constituição Estadual”, afirma o documento.

São citadas afronta à dignidade da pessoa humana e ao princípio da igualdade. Há também violação ao direito fundamental ao desporto e desproporcionalidade e ilegalidade das sanções. O texto original é de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL), que recebeu apoio da Câmara e foi sancionado por Abilio.

Contudo, já foi ajuizada uma Ação Cível Pública pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso e a Defensoria Pública. Eles requerem a derrubada da lei e uma multa de R$ 600 mil por danos coletivos à comunidade. Assim, a ação de Borges busca endossar a mobilização contra a lei.

A norma cuiabana, que foi sancionada, determina que o sexo biológico seja o único critério para definição de gênero em competições esportivas oficiais. Na prática, isso impede a participação de pessoas trans em equipes que correspondam à sua identidade de gênero. Para mais informações sobre políticas locais, acesse nosso portal.

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