O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) acusa o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) de ser um “esquerdista” escolhido para relatar o PL da Anistia.
Segundo Nascimento, a intenção de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, seria desidratar a proposta, que agora se chama PL da Dosimetria. A urgência para a tramitação, portanto, já foi aprovada.
PL da Anistia: Perseguição contra a direita?
A ideia original da PL da Anistia era conceder perdão total a Jair Bolsonaro e outros bolsonaristas presos pelos atos de 8 de janeiro. Nascimento argumenta que as penas são desproporcionais.
“Para o PT e a esquerda não existiu dosimetria, né? Agora coloca lá um cara de esquerda para poder ser relator e vem com esses argumentos?”, questionou.
Além disso, o parlamentar aponta a relação de Paulinho com Alexandre de Moraes, do STF, como um ponto de desconfiança.
Nascimento considera a condenação de Bolsonaro um exemplo de perseguição contra a direita. Portanto, ele defende a anistia como uma ferramenta legal e constitucional.
“A anistia é constitucional, ela é uma ferramenta legal, jurídica, para que aconteça”, afirmou.
No entanto, a direita rejeita a ideia de recuo, pois isso não atenderia Bolsonaro sem que ele cumprisse parte da pena.
O deputado de Mato Grosso se mostrou irredutível, alegando que a direita não deve aceitar imposições da esquerda ou do centrão.
Por exemplo, ele declarou que a esquerda deseja que a direita aceite “a chicotada” e a punição desenfreada.
Enquanto isso, o tema do PL da Dosimetria esfriou na Câmara, em parte devido a novas sanções dos EUA contra a esposa de Alexandre de Moraes.
Essa narrativa é divulgada pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que se diz “exilado” nos Estados Unidos.
Em conclusão, a disputa em torno do PL da Anistia segue acirrada nos bastidores de Brasília.










