Em uma decisão unânime, a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva do caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, responsável pelos disparos que mataram o advogado Renato Nery, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso, em 2024.
Após analisar recurso da defesa, o desembargador Gilberto Giraldelli rejeitou os argumentos de que Alex não teria participado da fase de planejamento do crime e que não haveria risco concreto de fuga ou de interferência na instrução processual.
Motivação econômica e organização criminosa
- Segundo Giraldelli, o crime foi praticado mediante divisão de tarefas, com suposto envolvimento de outros agentes e motivação econômica.
- O desembargador destacou que a prisão é adequada diante das circunstâncias do caso e que a organização criminosa é um fato concretamente provado.
Além disso, Giraldelli apontou que o grupo teria mantido contatos e pagamentos anteriores à execução, o que indicaria estrutura minimamente organizada. Para ele, esse conjunto de elementos afasta a possibilidade de medidas cautelares menos gravosas.
Com isso, a Terceira Câmara manteve a prisão preventiva e confirmou o envio do caso ao Tribunal do Júri. Leia mais sobre o crime.
Renato Nery foi baleado na manhã de 5 de julho de 2024, quando chegava ao seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Baleado em plena luz do dia, por volta das 9h da manhã, o advogado foi submetido a cirurgia, mas morreu na madrugada do dia seguinte.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o caso teve origem em uma disputa de terras relacionada à Fazenda Atlântida, em Novo São Joaquim (439 km de Cuiabá). O casal de empresários Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart, apontado como mandante, está preso.
A decisão da Terceira Câmara Criminal confirma as principais acusações, incluindo homicídio qualificado e organização criminosa.










