Mendes defende penas extremas contra feminicídio em MT

Governador de MT discute endurecimento das leis contra feminicídio, propondo punições severas.
Governo de MT defende rigor maior para combater feminicídio, buscando novas penas.
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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), expressou profunda tristeza e vergonha diante do alarmante índice de feminicídios no estado. Ele ressaltou que o Executivo tem se empenhado em combater essa brutalidade, reconhecendo a complexidade do problema. Por isso, defende a implementação de penas extremas contra feminicídio, como a prisão perpétua e até mesmo a pena de morte.

Punições mais duras como solução

“O Governo do Estado, através das nossas Forças de Segurança, tem feito muitas ações. Usado tecnologia, as nossas Patrulhas Maria da Penha e criado Delegacias de Proteção das Mulheres”, afirmou Mendes. Contudo, ele lamentou que, de 39 assassinatos, apenas cinco vítimas possuíam medidas protetivas. Isso demonstra a gravidade de situações onde homens desrespeitam a vida e a lei.

Além disso, durante a assinatura de um protocolo com o Judiciário e o Ministério Público Estadual, o governador destacou a importância de ações integradas. O documento visa fortalecer a prevenção e o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher em Mato Grosso, com medidas que ampliam a rede de proteção e o monitoramento de agressores.

O protocolo estabelece novas atribuições para respostas rápidas em casos de mulheres com medida protetiva. O Governo do Estado promoverá campanhas para incentivar denúncias e a participação social, intimidando agressores com a consciência da pena de 40 anos de prisão para feminicídio.

Portanto, Mauro Mendes acredita que o protocolo é mais uma tentativa de reverter a triste estatística de Mato Grosso, um dos estados com maior número de feminicídios por 100 mil habitantes. Entretanto, ele também ponderou sobre a eficácia de penas mais altas para frear os crimes.

Ademais, o governador compartilhou sua análise global: países mais seguros frequentemente possuem leis severas, como pena de morte e prisão perpétua. Em sua opinião, essas medidas mudaram a cultura de respeito à lei e à vida. Dessa forma, ele defende que o Brasil encontre um novo caminho através do endurecimento das penas, para que as pessoas acreditem que crimes serão punidos severamente, o que, consequentemente, muda o DNA da violência.

Novas medidas em Mato Grosso

As novas medidas incluem acolhimento de mulheres, aprimoramento do fluxo de informações entre órgãos de Justiça e Segurança, e expansão do monitoramento eletrônico de agressores. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) integrará sistemas de monitoramento e o atendimento via 190, enquanto a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) cuidará da instalação dos dispositivos e da comunicação ao Judiciário.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) acompanhará as medidas protetivas e capacitará magistrados. Ademais, a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ-MT) atuará no acompanhamento judicial e na fiscalização do cumprimento das obrigações. Assim, busca-se fortalecer a rede de enfrentamento, como destacou o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, mencionando as 17.910 medidas protetivas emitidas no ano anterior.

Em conclusão, a colaboração entre as instituições, incluindo a Polícia Civil, Militar e todos os poderes, visa oferecer uma rede de proteção fortalecida às mulheres que buscam segurança. Para mais informações sobre a segurança pública no estado, acesse nosso portal: Segurança Pública em Mato Grosso.

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