PEC da Blindagem rejeitada: Saiba por que a decisão frustra alguns políticos

Senadores em reunião, com destaque para a rejeição da PEC da Blindagem.
Decisão da CCJ do Senado sobre a PEC da Blindagem frustra alguns políticos.
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O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) saudou a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado de rejeitar unanimemente a PEC da Blindagem, nesta quarta-feira (24). Ele afirmou que tal ato reflete o sentimento popular, algo que ele agora entende ser o correto. Pivetta, que é pré-candidato ao Governo do Estado em 2026, elogiou o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da matéria, por sua recomendação pela rejeição.

Pivetta elogia rejeição da PEC da Blindagem: Mudança de Rumo

“Eu acho que foi enterrada de acordo com o sentimento da população. O senador que emitiu o parecer para engavetar, para encerrar o processo, capitalizou o sentimento da população, que não quer nada em segredo. Parabéns”, declarou Pivetta. Ele disse isso após a solenidade de entrega de maquinários e equipamentos da Agricultura Familiar ao Município de Cuiabá. No entanto, ele admitiu ter mudado de posição sobre a PEC da Blindagem. Na semana passada, ele defendia a matéria, considerando que ela poderia coibir o “autoritarismo” do Judiciário. Agora, ele reconhece que se equivocou, pois não compreendeu totalmente os meandros do projeto inicialmente. “Fui entrevistado há uma semana atrás, fui favorável. Eu não tinha entendido bem como era o projeto”, completou.

O Voto de Mato Grosso na Rejeição da PEC da Blindagem

A rejeição da PEC da Blindagem na CCJ do Senado contou com o voto favorável do senador por Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil). Ademais, as senadoras Margareth Buzetti (PP) e Wellington Fagundes (PL) também comemoraram a decisão. Fagundes, que havia se manifestado favorável na semana passada, retrocedeu e agora apoia o colegiado. A PEC da Blindagem, que já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados, visava dificultar a prisão e a abertura de processos criminais contra parlamentares. A justificativa apresentada era a proteção das prerrogativas legislativas. Contudo, a proposta abrangeria proteção para crimes graves, incluindo estupro, homicídio, pedofilia, tráfico de drogas e corrupção. Portanto, a medida enfrentou ampla rejeição social, culminando em protestos por todo o Brasil no fim de semana.

Da bancada de Mato Grosso, apenas os deputados federais Emanuelzinho e Juarez Costa, ambos do MDB, votaram contra a PEC. Por outro lado, Coronel Assis (União Brasil), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União Brasil), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL) votaram a favor. Para mais notícias regionais, visite nosso portal.

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