A PEC da Blindagem divide opiniões entre os senadores mato-grossenses. Wellington Fagundes (PL) se declara favorável à medida, argumentando que ela visa garantir a liberdade no exercício do mandato e evitar perseguições políticas. No entanto, os senadores Jayme Campos (União) e Margareth Buzetti (PP) criticam duramente a proposta. Para eles, a chamada PEC blindagem representa um absurdo e uma proteção indevida a criminosos.
Wellington defende a PEC da Blindagem
O senador Wellington Fagundes reafirma seu voto favorável à PEC da Blindagem, ressaltando que a bancada do PL apoiou a iniciativa em peso na Câmara. Ele acredita que a Emenda à Constituição é necessária para corrigir distorções e assegurar que o mandato parlamentar seja exercido com liberdade, sem o receio de perseguições políticas. Portanto, o parlamentar adianta que seguirá a mesma linha no Senado.
Contudo, Wellington Fagundes faz questão de frisar que a medida não se trata de uma blindagem para criminosos. Ele promete não hesitar em votar pela condenação de qualquer deputado ou senador que realmente mereça punição, tal como sempre fez. A diferença, segundo ele, é que agora a decisão será tomada dentro da própria Casa Legislativa, conforme a Constituição permite, e não apenas por decisão unilateral do STF.
Jayme e Buzetti detonam a PEC blindagem
Em contrapartida, os senadores Jayme Campos e Margareth Buzetti se posicionam firmemente contra a PEC da Blindagem. Jayme Campos considera que votar a favor do texto aprovado pela Câmara é proteger bandidos. Ele dispara, afirmando que cidadãos que agem com altivez e respeito ao eleitor não deveriam apoiar uma matéria tão controversa, que ele classifica como um escárnio. Por conseguinte, a opinião é endossada por Buzetti.
Margareth Buzetti se mostra chocada com o fato de a PEC blindagem dificultar o processamento criminal de parlamentares. Ela exemplifica, argumentando que um parlamentar pedófilo, estuprador ou assassino só seria processado se o plenário autorizasse. Além disso, o fato de a votação ser secreta para decidir a vida de um colega é considerado um absurdo por ela.
A PEC da Blindagem foi aprovada na Câmara Federal com 344 votos favoráveis e, após nova votação de emenda aglutinativa que prevê também a votação secreta, segue para o Senado. Evidentemente, o tema encontrará grande resistência na Casa. Já se percebe pelas declarações de lideranças, como o presidente da CCJ, senador Otto Alencar, que a tramitação não será simples. Por isso, Wellington reconhece que o debate será amplo e que será preciso ouvir o partido e avaliar os caminhos antes da pauta chegar ao plenário.
É importante notar que a maioria da bancada do PL votou favoravelmente à proposta, com 83 dos 99 deputados acompanhando a orientação partidária. Assim como partidos do chamado Centrão, o PL foi uma das poucas bancadas sem divisões internas sobre o tema. A PEC blindagem busca, segundo Fagundes, equiparar as condições de acusação entre a esquerda e a direita no país, onde a primeira é vista como livre para atacar, enquanto a segunda é mais suscetível a perseguições. Para saber mais sobre o andamento de projetos no Senado, acompanhe o Portal 163. Em conclusão, o debate sobre a PEC da Blindagem promete ser intenso.










