Passe Livre Estudantil: Vereador descarta repasse ao Estado

Vereador Daniel Monteiro discute o passe livre estudantil e a responsabilidade municipal.
A responsabilidade pelo passe livre estudantil em Cuiabá é foco de debate político.
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O vereador por Cuiabá, Daniel Monteiro (Republicanos), não vê futuro na proposta de repassar a responsabilidade do custeio do passe livre estudantil para o Estado.

A ideia, iniciada pelo vereador Fellipe Corrêa (PL), foi prontamente descartada pelo chefe da Casa Civil, Fabio Garcia. Em suma, o Estado já realiza outros investimentos consideráveis.

Custeio do passe livre estudantil: responsabilidade municipal

Para Fellipe Corrêa, o Estado, por ser rico, teria condições de auxiliar a Prefeitura diante do atual “colapso” municipal. No entanto, Daniel Monteiro, assim como Fabio Garcia, compreende que cada Poder tem sua competência.

É fundamental, portanto, enfrentar o problema sem terceirizar a responsabilidade. “Não acho justo, o benefício concedido em transporte público é evidentemente municipal. É muito fácil eu dar um benefício e pedir para outra pessoa pagar”, argumentou o vereador.

O passe livre estudantil em Cuiabá foi instituído em 2001, representando, assim, uma despesa criada pelo próprio Município. Nesse contexto, não há como transferir esse “problema” para o Estado.

O parlamentar sinalizou também que nenhuma hipótese de acabar com o benefício será tolerada. “O passe livre estudantil é um direito que jamais aceitaremos que retroceda, pois é essencial para os estudantes”, afirmou.

Contudo, ele reforça que a conta é da prefeitura de Cuiabá. “Não há que se falar do Governo arcar com esses custos, pelo amor de Deus. Transporte é municipal, a natureza dele é municipal”, enfatizou Daniel Monteiro.

No mês passado, o prefeito informou que o complemento das passagens, somado às gratuidades para estudantes e idosos, custa R$ 210 milhões por ano. Saiba mais sobre as finanças municipais em notícias de economia.

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