A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta sexta-feira (1º de agosto) a segunda fase da Operação Athena, com o objetivo de cumprir 11 mandados judiciais. A ação, coordenada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), foca no combate a um esquema criminoso.
Foram emitidos cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como o sequestro de bens imóveis e veículos. O bloqueio de bens e valores totalizou quase R$ 4 milhões.
Esquema na Saúde Pública
Os alvos desta nova etapa da operação são pessoas físicas e jurídicas, identificadas a partir da primeira fase, realizada em setembro do ano passado. Entre os novos investigados estão três ex-funcionários da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, incluindo o ex-diretor administrativo financeiro.
Eles são acusados de integrar um esquema criminoso que atuou na empresa entre 2022 e 2024. Uma das empresas alvo é a NS Picinatto, criada em 2024, após a primeira fase da Operação Athena. A sócia é a esposa do proprietário da Lume Divinum, principal suspeita de fraudes em contratações com a Empresa Cuiabana.
Medidas Cautelares e Continuidade das Investigações
Além da apreensão de equipamentos eletrônicos e documentos, o Poder Judiciário determinou o sequestro de bens imóveis e veículos, e o bloqueio de ativos financeiros.
As medidas cautelares impostas aos investigados incluem a proibição de contato entre si, o acesso às dependências administrativas da Saúde do Município de Cuiabá, e a necessidade de autorização judicial para sair da comarca. Os passaportes dos envolvidos foram recolhidos.
O material apreendido nesta segunda fase da Operação Athena será fundamental para dar andamento às investigações da Deccor, que continuam apurando as irregularidades no setor da saúde em Cuiabá.










