Briga Lúdio x Cattani: Moção de repúdio UFMT na ALMT

Deputado Gilberto Cattani discursa na ALMT sobre a moção de repúdio à UFMT. A imagem mostra o parlamentar em tribuna.
Debate na ALMT sobre moção de repúdio à UFMT, envolvendo os deputados Lúdio Cabral e Gilberto Cattani.
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Um acalorado debate tomou conta da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (20), protagonizado pelos deputados Lúdio Cabral (PT) e Gilberto Cattani (PL). O embate girou em torno de uma moção de repúdio UFMT, apresentada por Cattani contra a reitora da instituição, professora Marluce Souza. A polêmica foi desencadeada porque a UFMT sediou as comemorações dos 30 anos da presença do MST no estado.

Cattani critica a UFMT e o MST

Gilberto Cattani declarou que a instituição, ao promover ações com o MST, que ele classifica como grupo extremista, e ter sua reitora defendendo os sem-terra como “trabalhadores”, o ofende diretamente. Sendo assim, Cattani, que também se considera um trabalhador assentado, ressaltou que o MST é um empecilho à reforma agrária, pois invasões de propriedades impedem o cumprimento da lei para fins de assentamento.

Ademais, Cattani desafiou os apoiadores do MST a boicotarem o agronegócio. Ele argumentou que todos os produtos essenciais, do pão ao vestuário, provêm da agricultura familiar, e que, ao rejeitarem o setor, essas pessoas viveriam em condições precárias, “nus e com fome”.

Lúdio rebate Cattani e critica Bolsonaro

Em resposta, Lúdio Cabral acusou Gilberto Cattani de “baixar o nível” do debate e de usar a moção de repúdio UFMT para apenas alimentar a “bolha” da extrema direita nas redes sociais. Além disso, Lúdio aproveitou o púlpito para criticar duramente o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, citando o processo em que Bolsonaro é réu no STF. Desta forma, a crítica se estendeu a Eduardo Bolsonaro, que teria se autoexilado nos EUA para articular sanções contra o Brasil.

O deputado petista comparou Bolsonaro a uma pessoa “frouxa e covarde”, que busca desculpas e tenta minimizar os atos de seus seguidores, como aqueles que pediam o AI-5 e intervenção militar. Por outro lado, Cattani rebateu afirmando que “somos doidos”, mas “não somos ladrões”, numa clara contraposição às falas de Lúdio.

Aprovação da Moção

Ao final da sessão, a moção de repúdio contra a reitora da UFMT foi aprovada pela maioria dos deputados, com apenas dois votos contrários. Lúdio Cabral e a deputada Edna Sampaio foram os únicos a se oporem à medida. Vale ressaltar que, na semana anterior, uma outra moção de repúdio UFMT, também de autoria de Cattani, havia sido aprovada. Naquela ocasião, o motivo foi a defesa da professora doutora Maria Inês da Silva Barbosa, que foi repreendida pelo prefeito de Cuiabá por usar o pronome neutro “todes”.

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