Mauro cita ‘preocupação’ e cobra julgamento justo e isento para Bolsonaro

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DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (União) avalia que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) possa não ter um julgamento “justo e isento” no processo que responderá por, supostamente, tramar um golpe de Estado. Nesta quarta-feira (26), Bolsonaro tornou-se réu em decisão unânime da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Todo brasileiro tem o direito de ter um julgamento justo e imparcial. Preocupa a mim, a muitos dos brasileiros, quando vê como as coisas estão sendo conduzidas lá no Supremo Tribunal Federal”, declarou Mendes, que destacou que muitos especialistas em Direito colocam dúvidas sobre a condução do caso, desde as primeiras investigações até o recebimento da denúncia.

“Existem muitas dúvidas, muitos juristas, especialistas criticando porque esse julgamento está sendo feito por pessoas que fizeram o inquérito. Ele é o delegado, é o promotor, o juiz, então algo muito estranho e me deixa muito preocupado. Todo brasileiro, que está sendo acusado, merece direito a defesa e ser julgado por um tribunal isento. Me parece que existe muita dúvida se isso está acontecendo em Brasília”, complementou.

O governador ainda colocou que ainda não mediu a situação política no país e, em Mato Grosso, com uma eventual condenação de Bolsonaro. “Existe muita especulação ainda para 2026. Vamos cuidar do dia a dia, tem muito assunto mais próximo para a gente fazer análise, do que eventuais cenários sobre o que pode ou não pode acontecer em 2026”.

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Mauro também comentou sobre a sua presença no Rio de Janeiro em ato que pedia a anistia para os condenados pelos ataques aos 3 Poderes em 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, as penas impostas pelo STF estão sendo “desproporcionais”.

“Nunca apoiei a invasão, quebra-quebra lá em Brasília, e continuo sem apoiar. Todas minhas falas foram nesse sentido. Sou contra qualquer tipo de invasão, qualquer tipo de depredação de patrimônio público ou privado”, colocou.

“Agora, outra coisa são as recentes condenações das pessoas que estiveram lá, a 17 anos de prisão. Sempre deixei muito claro que acho desproporcional. Me manifestei lá no rio da mesma forma que manifestei na imprensa local e nacional”, ressaltou o governador.

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