A defesa do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, protocolou um pedido de desaforamento para transferir o júri Carlinhos Cuiabá para outra cidade em Mato Grosso. O recurso, que está em segredo de justiça, será avaliado pelo desembargador Paulo Sergio Carrera. Se o pedido for aceito, o magistrado definirá a nova localidade para o julgamento.
Carlinhos Bezerra é acusado de duplo homicídio, tendo tirado a vida de sua ex-namorada, Thays Machado, e do namorado dela, William César Moreno, em janeiro de 2023. A defesa busca garantir um julgamento imparcial e justo para o réu.
Clamor social e a busca por imparcialidade no júri
A principal argumentação da defesa para o desaforamento do júri Carlinhos Cuiabá reside no alegado clamor social, que, segundo a defesa, estaria comprometendo a imparcialidade do processo. Embora o julgamento ainda não tenha data marcada, a preocupação com a lisura do corpo de jurados é um ponto central. Conforme o Código de Processo Penal, o deslocamento do julgamento é permitido em situações que envolvam dúvida sobre a imparcialidade dos jurados, risco à segurança do acusado ou excesso de serviço no tribunal. A defesa visa assegurar a ordem pública e a correção do processo judicial.
O duplo homicídio que chocou a sociedade ocorreu na tarde de 18 de janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Thays Machado e William Moreno foram assassinados próximo a um edifício residencial. Horas depois, Carlinhos Bezerra foi detido em uma chácara familiar e, durante o interrogatório policial, confessou os crimes. Ele alegou que problemas de saúde, como diabetes e neuropatia, teriam contribuído para um desequilíbrio emocional que o levou ao ato.
O clamor social em torno do caso do júri Carlinhos Cuiabá demonstra a gravidade da situação e a necessidade de assegurar todos os direitos legais aos envolvidos. Para entender casos similares e contextos jurídicos, confira aqui.










